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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Economia, Política

Destaque das revistas

Época

Itamar Franco: “Os senadores votam sem saber”

A mesa de trabalho do senador Itamar Franco (PPS-MG) fica de frente para o Palácio do Planalto. Pouco mais de 100 metros separam o atual gabinete de Itamar da ampla sala onde trabalhou quando foi presidente da República. As cortinas escancaradas e a parede de vidro deixam a sensação de que se pode acompanhar o que se passa na sede do governo federal. De volta ao Congresso depois de 21 anos, Itamar iniciou o terceiro mandato empenhado em apontar mazelas no Executivo e no Legislativo. Faz um tipo de oposição bastante peculiar. Com grande conhecimento do regimento do Senado, ele critica com frequência a tramitação de propostas de interesse do governo, aponta falhas na condução dos trabalhos pelo presidente do Senado, José Sarney, e cobra mais estudo e dedicação dos colegas. Na prática, age no plenário como um bedel, designação para funcionários que fiscalizam o comportamento dos estudantes nas escolas. Itamar também critica a oposição.

– Desde a eleição de Dilma, a oposição brasileira está com a bússola descompensada, não tem um norte.

CartaCapital

O elo indissociável entre Bolsonaro e as corporações de mídia

No final do ano passado, fiz aqui um breve balanço da vitória dos Direitos Humanos nas eleições de 2010. Parlamentares de todo o país foram eleitos com essa bandeira, como Luiza Erundina e Paulo Teixeira (SP), Camilo Capiberibe (AP), Erika Cocai (DF), Iriny Lopes (ES) e Eduardo Campos (PE), entre muitos outros.

Mostrei ainda que essa vitória foi particularmente expressiva no Rio de Janeiro, onde os deputados Chico Alencar, Alessandro Molon e Marcelo Freixo, que fizeram campanhas abertamente em defesa dos Direitos Humanos, foram eleitos com o dobro de votos de Arolde de Oliveira, Flávio e Jair Bolsonaro, que são conhecidos por se oporem frontalmente aos Direitos Humanos.

O resultado das urnas foi 547.492 votos para os que lutam por Direitos Humanos contra 278.425 votos para os outros três.

Não foi pouca coisa. Vale lembrar que na época a direita atacava a terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos e as corporações de mídia concediam amplos espaços para “debater” temas polêmicos, muitas vezes descontextualizados e direcionados contra a então candidata Dilma Rousseff.

Agora, exatos seis meses depois das eleições, o deputado federal Jair Bolsonaro volta à carga contra os Direitos Humanos. Começou no CQC e seguiu os ataques em todos os espaços que conseguiu. Esquivou-se do preconceito racial (“minha esposa é mulata”) e redirecionou as pedradas contra os direitos LGBT. Se vai colar ou não, a Câmara dos Deputados vai dizer ao final do processo movido por vinte parlamentares contra ele.

IstoÉ

Menos minério, mais aviões

A visita da presidente Dilma Rousseff à China nesta semana é considerada mais um grande teste da diplomacia brasileira. Apesar das expectativas após a condenação ao Irã, violações a direitos humanos na China não entrarão na agenda. O pragmatismo fala mais alto. “É contraproducente tocar em questões políticas sensíveis quando precisamos avançar na pauta comercial”, explica um diplomata. Também não será feito qualquer pedido de apoio à pretensão brasileira por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. O que interessa é a abertura do mercado chinês. Hoje, a China é o principal parceiro comercial do Brasil, que tem superávit de US$ 5 bilhões numa balança de US$ 56 bilhões. Mas as exportações brasileiras são quase exclusivamente produtos básicos e bens intermediários, enquanto importa bens manufaturados. Melhorar essa dinâmica será a tarefa de Dilma, que desembarca em Pequim nesta segunda-feira 11 e encontra o presidente chinês, Hu Jintao, no dia seguinte. Outra boa oportunidade para entender melhor as condições de acesso ao mercado chinês será o seminário empresarial, que contará com a participação de quase 300 empresários brasileiros. Além da agenda bilateral, Dilma também participa da cúpula dos BRICs na cidade de Sanya, na quinta-feira 14. Nos horários de folga ela deve visitar a Cidade Proibida e a Muralha da China.

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