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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial, Política

Do ex-prefeito de Natal, em seu site

Descaso e oportunismo

Por Carlos Eduardo Alves

Considero um grande prejuízo para a cidade o que está acontecendo sob as sombras inexplicáveis do governo de uma prefeita que se diz verde, que se diz defensora da ecologia. Deixamos o Parque da Cidade em pleno funcionamento, porém há mais de oito meses ele se encontra fechado, o que resulta em prejuízo para os visitantes do Memorial Natal, que ultrapassaram mais de 25 mil pessoas, além de dezenas e dezenas de escolas e universidades públicas e privadas que tinham contato direto com nossa rica fauna e flora e que aproveitavam os ensinamentos da única escola de educação ambiental do Estado.

A atual administração municipal encerrou todas as atividades do Parque Dom Nivaldo Monte sob a mesquinha alegação de que dois, dos oito banheiros, não tinham ainda a devida licença de esgotamento sanitário. Também fechou o Memorial Natal com o argumento de falta de segurança nos elevadores. Decorridos quase 9 meses, porque essas simples providências não foram tomadas? Descaso ou inoperância?

É fácil responder. Há um intuito deliberado de prejudicar nossa administração, que foi muitíssima bem avaliada pela população ao fim de nossa gestão no comando da Prefeitura de Natal. Mais que isso, por falta de projetos concretos, a prefeita Micarla de Sousa quer se apropriar de nossas realizações. É o caso, nítido e claro, da primeira maternidade da zona norte, que inaugurou sob o nome fantasia de Hospital da Mulher, relegando a figura do renomado professor e médico Leide Morais, querendo fazer chegar aos menos esclarecidos que em apenas dois meses de governo seria possível construir e inaugurar uma obra tão complexa.

Igualmente o ginásio Nélio Dias, o maior e mais moderno do Rio Grande Norte, construído na zona norte, ainda não foi aberto aos desportistas por falta de “documentos”. Já são nove meses atrás destes tais documentos. Numa clara relação de politicagem, num claro olhar no retrovisor por falta de projetos e programas. Até quando essa nova administração vai ludibriar o povo? Até quando vai deixar a politicagem de lado e começar a trabalhar?

Apesar de tudo isso, o mais importante é que o Parque da Cidade representa 130 hectares no coração de Natal preservados para sempre, livres da especulação imobiliária. Próximo dali, a Caern interditou dois poços por ameaças ao lençol freático. Por tudo isso, esperamos que o Parque da Cidade volte ao domínio da população de Natal. Pelo bem da natureza, da cultura, da educação e do lazer de nossa gente. Pelo bem de tantos visitantes, daqui, do Brasil e do mundo, desejosos de conhecer nossa história.

Na verdade, Natal não pode conviver com esse dilema. Ou tem um governo que faz ou tem um governo que apenas contradiz o antecessor. Nunca é demais repetir um grande líder político: o oportunismo tem mil faces, nenhuma delas verdadeira”.

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