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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Lendo a entrevista que o líder do DEM senador José Agripino Maia (RN) concedeu ao jornalista Josias de Souza, publicada hoje em seu blog, em que o parlamentar critica a posição do governo em indicar o presidente e o relator da CPI da Petrobras, chegando a ameaçar o Planalto dizendo que resta a oposição obstruir matérias de interesse governista na Casa, lembrei-me da época em que Agripino Maia foi governador pela segunda vez no Rio Grande do Norte.
Era repórter de política do Diário de Natal quando foi instalada a CPI da Cosern [Companhia de Serviços Energéticos do estado] para apurar irregularidades na gestão da empresa, na época uma empresa estatal. As denúncias de irregularidades pairavam sobretudo nos convênios assinados com a Fecoern [Federação das Cooperativas de Energia do Estado do Rio Grande do Norte].
Para se ter idéia da truculência do governo nos encaminhamentos das questões colocaram como advogado do colegiado o próprio advogado da Cosern, denúncia essa feita pelo então deputado Júnior Souto, do PT. Com a péssima repercussão da indicação, após matéria minha publicada no DN, a CPI trocou de advogado. Não só isso. O presidente e o relator da CPI eram deputados governistas.
Por que é que hoje o senador Agripino Maia critica o governo Lula por indicar o presidente e o relator de uma CPI que vai investigar uma estatal do governo se ele mesmo procedeu da mesma forma quando governador? Quer dizer que para ele [Agripino] valia, para Lula não? São dois pesos e duas medidas senador!
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