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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
É preciso preservar a caatinga!
Monitoramento realizado pelo Ministério do Meio Ambiente e noticiado pelos principais jornais do país, revela que a caatinga vem perdendo por ano uma área de sua vegetação nativa equivalente a duas vezes a cidade de São Paulo. Isso é muito preocupante.
De acordo com o estudo, resta pouco mais da metade – 53,62% – da cobertura vegetal original típica do semiárido nordestino.
A Bahia foi a campeã de devastação, com uma área desmatada de 4.527 quilômetros quadrados. Em segundo lugar vem o Ceará, com 4.132 quilômetros quadrados. Logo depois aparecem o Piauí (2.586) e Pernambuco (2.204).
O Rio Grande do Norte – que transformou em carvão ou lenha 1.142 quilômetros quadrados de caatinga, ocupa o quinto lugar no ranking. E olha que o estado produz gás natural, o que daria para prover, por exemplo, as olarias principalmente no Vale do Assu, que se abastecem do carvão vegetal. Aliás, há anos se discute isso, mas até agora sem nenhuma solução concreta.
A principal causa de desmatamento na região, diz o estudo, é a produção de energia. Abatida, a mata nativa é transformada em lenha e carvão destinados a abastecer siderúrgicas nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo ou a mover indústrias de gesso e cerâmica instaladas no próprio semiárido.
Dados de satélite indicam que a caatinga perdeu, num período de seis anos, entre 2002 e 2008, 16.576 quilômetros quadrados de vegetação nativa. Isso equivale a 2% do bioma, que detém cerca de 10% do território nacional. O ritmo do desmatamento é semelhante ao verificado na Amazônia.
Apesar do porte menor das árvores, o abate da caatinga foi responsável pelo lançamento de 25 milhões de toneladas de carbono por ano na atmosfera.
Isso significa o dobro do corte das emissões de carbono planejado pelo governo com medidas de eficiência energética em 2020, conforme o Ministério do Meio Ambiente. Ou o equivalente à geração de energia por fontes alternativas, como pequenas hidrelétricas e usinas eólicas, também em 2020, conforme as metas oficiais do país.
Segundo ainda a pasta o desmatamento na caatinga preocupa porque a região do semiárido já foi identificada como uma das áreas mais vulneráveis no Brasil às mudanças climáticas. Um terço da economia pode ser afetado com o aumento da temperatura.
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