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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

O risco do desgaste

A governadora do Rio Grande do Norte Wilma de Faria (PSB) que deixa o cargo em abril para concorrer a uma das duas vagas ao Senado destinadas ao estado corre um sério risco de ter a sua candidatura desgastada. Não pela administração que vem realizando, mas por membros da família estarem diretamente envolvidos em escândalos, caso de seus irmãos.

Esta semana o jornal Tribuna do Norte publicou reportagem em que fala que a Ação Penal  que tornou réus dois dos irmãos da governadora por crime de peculato no âmbito da Secretaria Estadual da Educação é um desdobramento da chamada “Operação Ouro Negro”, que tratou da concessão e manutenção de um regime especial tributário à empresa American Distribuidora de Combustível Ltda, pela Secretaria de Estado da Tributação, em 2002, provocando prejuízo ao erário de quase R$ 66 milhões.

Os promotores do Patrimônio Público relatam, na denúncia, que a empresa Natal Editora teve papel similar nos dois casos. Além do proprietário da empresa, Marinaldo Pereira, um dos irmãos da governadora Wilma de Faria (PSB), Fernando Antônio de Faria, além de um de seus genros, Carlos Alberto Sena, também respondem como réus à Ação Penal que trata de irregularidades no período do governo Fernando Freire.

O Ministério Público enfatiza a relação entre os dois processos e alguns dos acusados. Diz o relatório que em uma das operações, já no governo Wilma de Faria, no dia 20 de março de 2003, a empresa Natal Editora sacou R$ 80 mil de demanda da American Distribuidora, por intermédio da Fixal Empreendimentos, e depositou R$ 15 mil na conta de Fernando Faria. Ambos os processos tramitam na 4ª Vara Criminal de Natal.

Isso estamos falando de ações na Justiça contra dois de seus irmãos, sem falar do Foliaduto – desvio de mais de R$ 2 milhões da Fundação José Augusto (Fundação que lida com a cultura estadual) – que teve como mentor, segundo o MP, um outro seu irmão, o então chefe de Gabinete Carlos Faria, e também da Operação Higia, onde o filho de Wilma, advogado Lauro Maia, é acusado de poder de influência na Secretaria Estadual de Saúde.

Juntando todos esses escândalos e pelo fato de em todos eles constarem nomes de familiares da governadora Wilma de Faria, sua candidatura ao Senado pode ser respingada, mesmo ela não respondendo por atos de terceiros, mas foram escândalos que ocorreram em seu governo.

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