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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial, Política

Editorial

Por que tanto medo do PT?

Na primeira eleição presidencial que Lula disputou o empresariado brasileiro, através de seu porta-voz, Mário Amato, então presidente da poderosa Fiesp  [Federação das Indústrias de São Paulo]ameaçou deixar o país se o ex-metalúrgico fosse eleito. Amato disse na imprensa que se Lula se elegesse presidente da República um grupo de pelo menos 300 empresários deixaria o país. Temia que se o petista fosse eleito levasse por água abaixo a economia brasileira. Deram com os burros n`água anos depois, quando Lula foi eleito.

Agora o argumento é que sendo a ministra Dilma Ruosseff (PT), uma ex-guerrilheira, eleita presidenta o país corre o risco de estar sob o comando de uma “terrorista” que “assaltou” bancos para fomentar a guerrilha nos anos 1960. E o pior: tem o respaldo da imprensa neoliberal. Prova maior é que nos últimos dias, Folha, Estadão e O Globo publicaram editoriais que correspondem a verdadeiras declarações de guerra contra o PT, partido da ministra-candidata.

Na semana passada por ocasião do encontro de “intelectuais” do Instituto Millenium, o colunista Arnaldo Jabor defendeu que a mídia se tornasse mais agressiva. Reinaldo Azevedo, blogueiro da Veja, argumentou por sua vez que ela parasse de “ouvir o outro lado”. De uma forma geral, o evento serviu para selar publicamente um pacto de guerra contra o governo Lula. O Blog Óleo do Diabo sintetiza bem essa guerra. “Como tem dificuldade em apontar, junto ao governo, algum problema sério em sua gestão econômica ou social, o dedão se estica na direção da liberdade de expressão. Uma acusação surreal, visto que não há nenhuma iniciativa oficial no sentido de tolhê-la; apenas debates, ainda no campo do abstrato, falando sobre a democratização da mídia”.

E acrescenta: “É incrível como grupos tentam se apropriar do conceito de democracia. Com ajuda de meia dúzia de intelectuais de aluguel vendem ao público a idéia de que eles, cujo poder não é nunca auferido pelo sufrágio universal, que apoiaram o golpe contra democracia em 1964 e o sustentaram por décadas, possuem um capital democrático mais valioso que governantes eleitos pelo povo. E daí procuram, sempre em nome da democracia, interditar os debates em torno do tema comunicação de massa, lançando no ar o gás tóxico da suspeita, da mentira, da calúnia”.

O problema é que a oposição está enfraquecida. Seu “candidato”, o tucano José Serra encalhou. Sua candidatura não emplaca e a imprensa neo-liberal usa da estratégia de macular a imagem da ministra Dilma Ruosseff e do PT, já que o presidente Lula parece estar blindado. Quanto mais se bate nele mais sua popularidade cresce. A oposição raivosa junto com o PiG [Partido da Imprensa Golpista] arvoram-se agora da guerra suja.

A guerra é contra Dilma e o PT. Mas como vem ocorrendo sempre, no dia seguinte as matérias são desmentidas nos próprios jornais, que se utilizam de subterfúgios linguísticos para apresentar a contrainformação sem se desculpar pelo exagero da véspera.

Isso é antijornalismo. E o pior: Alguns incautos dão crédito.

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