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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Nota de Garibaldi apenas ratificou decisão do TRE
Quando afirmou em nota distribuída à imprensa, ontem, que “Nas atuais circunstâncias, a formalização desta ampla coligação certamente não implicará que eu ou Henrique Eduardo devamos recuar de nossas posições já tornadas públicas, e que “Essa será a forma pela qual, sem amarras artificiais, cada um de nós vai poder apresentar-se ao eleitorado sem subterfúgios, esperando dos norte-rio-grandenses seu julgamento soberano”, o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) apenas ratificou decisão do Tribunal Regional Eleitoral, que em reunião plenária e, em resposta à consulta do Partido da República (PR), decidiu proibir a formação de alianças proporcionais distintas das majoritárias seguindo o entendimento do Ministério Público Eleitoral.
Garibaldi também ao afirmar na mesma nota que “Neste momento, penso dever interpretar o pensamento de todos os que são meus aliados no atual processo eleitoral para convidar Henrique Eduardo a conduzir o PMDB e desta forma firmar ampla coligação conosco, nas eleições proporcionais e majoritárias”, e que “Isto dará transparência à nossa ação, resguardará todos os interesses envolvidos e preservará o grande PMDB que Henrique, comigo e demais companheiros, soubemos construir”, não só convocou o PMDB à união mas, sobretudo, tirou carta de seguro sobre quaisquer tipos de insinuações de que não teria cumprido o compromisso de apoiar a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) de chegar ao governo do estado. Essa a leitura que este blog faz da nota do senador Garibaldi Alves dirigida à imprensa potiguar.
Não se pode entender de outra forma, até porque Garibaldi sabe dos compromissos do deputado Henrique Eduardo Alves, seu primo, presidente estadual da legenda e líder da bancada do PMDB na Câmara como também de um colegiado de partidos que dão sustentação ao governo, com o presidente Lula. Aliás, não custa lembrar que na primeira semana de março o PMDB obteve a garantia do presidente de que ficará no controle dos seis ministérios atualmente ocupados pelo partido no governo federal até o final do mandato do petista na Presidência da República. Depois que os ministros peemedebistas deixarem os cargos no início de abril para disputarem as eleições de outubro, caberá ao partido a escolha de seus substitutos, que serão avalizados por Lula.
E ainda: Henrique é um ferrenho defensor do nome do deputado Michel Temer (PMDB-SP), seu amigo, para compor a chapa com Dilma Ruosseff (PT) para à sucessão presidencial. Caso isso ocorra e Dilma sendo a vencedora do pleito é certo Henrique ser alçado presidente da Câmara. Como explicar ao presidente Lula se Henrique viesse aderir à candidatura de Rosalba Ciarlini ao govcerno do Rio Grande do Norte? Como explicar ao presidente Lula que ele – Henrique – vai estar ao lado do senador José Agripino Maia, líder do DEM no Senado e um dos maiores opositores ao governo federal?
Sendo assim, Garibaldi jamais pensaria em convidar Henrique Alves para subir no palanque de Rosalba. Quando fala em transparências de suas ações – a dele e a de Henrique – certamente Garibaldi está falando da decisão que o PMDB vier a tomar, seja ela de apoio a Carlos Eduardo Alves (PDT) ou a Iberê Ferreira de Souza (PSB). Do contrário estaria levando o primo a ser o Judas nesse dilema que o PMDB do Rio Grande do norte está vivendo.
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