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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
De quem é a culpa, afinal?
O pagamento do Programa do Leite feito pelo governo do Rio Grande do Norte a usinas de laticínios está atrasado, com o débito caminhando para os R$ 9 milhões. Por sua vez os produtores também reclamam do atraso, já que o pagamento pelas cotas de produção é repassado a eles através das usinas. De quem é a culpa afinal? O governo joga a “batata quente” para a Assembléia Legislativa que até agora não aprovou a suplementação de verba solicitada pelo Executivo. É com recursos dessa suplementação que o repasse ao Programa do Leite será feito.
Os representantes dos produtores através de suas entidades divulgaram nota ameaçando parar o programa se o débito não for quitado e apelam tanto ao governo como aos deputados para que o pedido de suplementação de verba seja aprovado. Uma comissão de produtores foi formada para ir a Assembléia Legislativa levar o clamor dos produtores.
Resta saber se a oposição ficará sensibilizada com os apelos feitos pelo campo. Afinal, isso está prejudicando não só a economia rural como também centenas de famílias que dependem do leite distribuído pelo governo.
Aliás, não só o Programa do Leite está sendo prejudicado com essa “briga” entre Legislativo e Executivo, mas outros programas também, podendo afetar até o pagamento dos servidores caso o pedido de suplementação de verba não seja aprovado pelo Legislativo.
A oposição não pode transformar isso numa “guerra eleitoral” sob pena de estar prejudicando não o governo, mas o estado do Rio Grande do Norte com a inércia da máquina adminstrativa que depende de recursos.
Querer transformar um pedido de suplementação de verba num cavalo de batalha simplesmente por se tratar de um ano eleitoral é querer ignorar que todos os governos fazem isso. É chegada a hora, portanto, da oposição agir com serenidade e deixar as questiúnculas eleitorais de lado pois que isso não interessa ao eleitor, sobretudo porque a suplementação de verba já foi devidamente detalhada pelo governo.
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