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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial, Política

Editorial

Quem seria melhor para vice de Iberê?

Quem soma mais para ser vice de Iberê? Um nome ligado ao PSB, partido do governador do Rio Grande do Norte candidato a reeleição? Um nome do PPS, como o ex-senador Geraldo Melo? Ou um nome do PT, partido da candidata do governo Lula à Presidência da República Dilma Ruosseff?

Um nome ligado ao PPS, segundo o vereador de Natal Adenúblio Melo, teria que ser de preferência ligado ao setor evangélico. Esse nome, aliás, ele já teria apresentado ao governador. De acordo com Adenúbio, no Rio Grande do Norte são 420 mil evangélicos aptos a votar e só em Mossoró, segundo colégio eleitoral do estado, chega a 30 mil. Detalhe: Mossoró é a cidade natal da candidata oposicionista à sucessão estadual senadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Mas aí nesse caso o PSB predominaria na chapa majoritária, já que a ex-governadora Wilma de Faria, que também é do PSB é candidata a uma das duas vagas ao Senado. Seria uma espécie de chapa pão com pão!

Um nome do PPS, Geraldo Melo, no caso. Não somaria tanto. O ex-senador na última eleição municipal perdeu no seu reduto eleitoral – Ceará Mirim. Outro ponto a destacar: O PPS no estado apóia a candidatura do tucano José Serra (SP) à Presidência da República. Como justificar isso ao eleitorado? Como Geraldo Melo iria subir no palanque de Dilma quando a candidata petista viesse ao RN? Situação complicada essa!

Sobra então um candidato a ser indicado pelo PT. Essa seria a solução mais viável, digamos assim. E por que? Porque sendo Dilma candidata do PT à Presidência da República, o PT potiguar poderia fazer o diferencial na chapa de Iberê, já que Dilma já disse que vindo ao RN vai subir em dois palanques: No de Iberê e no do ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT), que é também candidato a governador na eleição de outubro.

Mas isso é apenas uma análise. O governador Iberê Ferreira de Souza deve estar levando em consideração todas estas opções. A escolha de um vice não é uma mera formalidade. O nome tem que somar e não atrapalhar. E depois é preciso pensar também na eventualidade de um futuro governo. Se o vice for desagregador complica. Acaba prejudicando a própria gestão ao invés de somar. Sendo assim, é melhor ser criterioso na escolha do nome que irá compor a chapa. A conferir!

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