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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial, Geral

Editorial

Cruyff tem razão, mas…

Nesta sexta-feira a seleção brasileira faz o seu grande teste na Copa do Mundo da África do Sul enfrentando a seleção holandesa, outrora considerada a “laranja mecânica”, pelas quarta de final do torneio. Sem dúvida espera-se um grande jogo. Não pelo o que os dois selecionados vêm apresentando até agora, mas pela tradição que tanto o Brasil como a Holanda têm no futebol.

Em tom de provocação o maior jogador da Holanda de todos os tempos, Johan Cruyff, declarou:

-Jamais pagaria um ingresso para ver uma partida desta seleção brasileira. O Brasil tem jogadores de talento, mas que jogam de forma defensiva e pouco interessante. Isto é uma vergonha para o público e para o torneio, porque é uma equipe que a torcida quer ver jogando bem, comentou o craque do “Carrossel Holandês” de 1974.

E disse mais:

– Quando falamos em Brasil pensamos em jogadores como Gerson, Tostão, Falcão, Zico ou Sócrates… Agora temos o contrário, com Gilberto [Silva], Felipe Melo, Michel Bastos e Julio Baptista. Não acredito que os espectadores devam pagar ingresso para vê-los, disse Cruyff ao jornal britânico Daily Mirror.

-Onde está a magia brasileira? Posso entender porque Dunga escolheu alguns jogadores, mas onde está o talento no meio-campo?, questionou Cruyff.

– O Brasil precisa jogar com mais intensidade, com mais criatividade, porque são especiais. O público sempre quer ver o Brasil desfrutar de sua fantasia na Copa do Mundo, mas não têm isto neste verão, completou Cruyff.

É verdade. Tenho que concordar com Cruyff, embora ressalte que nesta Copa do Mundo o futebol apresentado por todas as seleções tem sido uma mediocridade. Aqui e acolá se vê um ou dois jogadores se destacando e assim mesmo com altos e baixos como é o caso de Messi, da Argentina. Me chamou a atenção o meio campista Honda, do Japão, até por jogar numa seleção sem expressividade.

Mas embora concorde com Cruyff, devo dizer que Dunga tem personalidade. Chamou pra si toda a responsabilidade sobre o sucesso ou não da seleção brasileira nesta Copa. É correto dizer que as declarações de Cruyff em tom de provocação podem servir como um bálsamo aos nossos atletas, ou seja, quem sabe hoje exatamente contra a Holanda o Brasil jogue com mais intensidade, com mais criatividade, porque como disse Cruyff, somos especiais e precisamos provar isso ao Mundo.

Que os encantos e a magia futebolística de Gerson, Tostão, Falcão, Zico e Sócrates, possam inspirar os “cabeças de bagres” Gilberto Silva, Felipe Melo, Michel Bastos e Júlio Batista, mas que também Kaká e Robinho possam mostrar a Cruyff e ao Mundo que não esquecemos de jogar futebol, apesar do Dunga.

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