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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Discurso pra inglês vê
O jornal Diário de Natal sintetiza hoje a situação da Educação no Rio Grande do Norte em reportagem sob o título “RN entre os piores na Educação”. Diz o texto:
Apesar da melhora apresentada no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2009, o Rio Grande do Norte continua sendo um dos estados do Brasil com as piores médias do país. No ranking do Ensino Médio o RN ficou na 23ª posição acompanhado de Alagoas, Amapá e Pará, abaixo deles somente o Piauí. Em relação às séries finais (até a 8ª série) o estado também com a 23ª colocação. O melhor resultado alcançado pelo Rio Grande do Norte foi nas séries iniciais (até a 4ª série) em que chegou a um sofrido 19º lugar, ao lado do Maranhão, Paraíba e Amazonas. As informações são do Ministério da Educação, divulgada na última quinta-feira.
Aproveitando a deixa do DN propositadamente o título deste editorial é “Discurso pra inglês vê”. E por que? Porque a Educação sempre foi relegada a segundo plano em qualquer governo, infelizmente. O Rio Grande do Norte teve uma professora – Wilma de Faria – como governadora e nem por isso a Educação melhorou sua qualidade. O discurso na melhoria do setor educacional fica só na retórica. É fato notório não só no Rio Grande do Norte, mas em todo o Brasil como comprova o relatório do Ideb. O engraçado é que quando é divulgado os números da situação educacional os políticos são os primeiros a criticar a situação atual e a levantar a bandeira da melhoria do ensino.
Pergunto: Em qual dos programas de governo a Educação é prioridade? Quando muito só no papel. Isso não passa só de uma constatação, mas é sobretudo um fato. Um fato lamentável, há de se dizer. A melhoria das condições físicas das escolas, como muitos políticos pensam, não faz melhorar a qualidade do ensino. O saudoso prefeito de Natal Djalma Maranhão criou um programa na década de 1960 chamado “De Pé no Chão também se aprende a Ler”, onde aulas eram ministradas em palhoças e sem piso. Daí o nome do programa. Que sirva de exemplo aos próximos gestores ou gestoras.
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