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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Duas leituras diferentes sobre os números da pobreza no RN
O Ipea [Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas] acaba de divulgar o resultado sobre os números da pobreza extrema no Brasil e no Rio Grande do Norte. O relatório prevê que o estado precisa acelerar o ritmo de desenvolvimento e reduzir a pobreza, que atinge 44% da população, em pelo menos 2,5% ao ano, se quiser erradicar a miséria até o ano 2016. O estudo foi realizado com base em números que vão de 1995 a 2008.
O Rio Grande do Norte atingiu uma redução da pobreza em um patamar menor do que o Brasil no período. Isso é um dado. O Ipea aponta, no entanto, que apesar de o PIB [Produto Interno Bruto] no Rio Grande do Norte ter ficado em sétimo lugar entre os 27 estados brasileiros, com 3,92%, outras unidades da Federação que obtiveram uma evolução maior do PIB registraram taxas de redução da pobreza menor do que o estado potiguar.
A ex-governadora Wilma de Faria (PSB), em seu blog de campanha – ela é candidata ao Senado -, comemora o resultado. De acordo com ela, o Rio Grande do Norte é o estado do Nordeste com menor índice de pobreza extrema e o segundo com menor número de pessoas em pobreza absoluta, com a redução de 41,5% da pobreza nos últimos 14 anos.
Diz Wilma de Faria que segundo o estudo, a queda nas taxas de pobreza extrema e absoluta foi mais intensa no período de 2003 a 2008, período do governo do presidente Lula e do governo do PSB no RN. Os especialistas do Ipea atribuem essa acelerada redução da miséria ao programa Bolsa Família, do governo federal, que atende hoje a 336.890 pessoas no RN.
O estudo usou como parâmetro a Pnad [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios], do IBGE, e as Contas Nacionais e Regionais, do Tesouro Nacional. A pobreza absoluta se configura quando a renda média domiciliar per capita não ultrapassa meio salário mínimo. Já a pobreza extrema é quando essa mesma renda fica abaixo de um quarto do mínimo, que hoje representa R$ 127,50 mensais por pessoa.
O Novo Jornal, que tem uma linha editorial de oposição ao governo socialista, faz uma outra leitura sobre o relatório do Ipea. De acordo com o matutino, o Rio Grande do Norte terá que aumentar o ritmo de crescimento do Poduto Interno Bruto se quiser acompanhar o restante do país e zerar a taxa de pobreza absoluta até 2016. Embora a ex-governadora ressalte em seu blog que o Rio Grande do Norte seja o estado do Nordeste com menor índice de pobreza extrema, o jornal, que é ligado politicamente ao senador José Agripino Maia (DEM), minimiza colocando que “os dados mostram um desempenho pouco superior à média da região que foi de 28,8% para a pobreza absoluta e de 40,4% para a pobreza extrema.
Quem é que está com a razão afinal? O Blog deixa o web-leitor tirar suas conclusões!
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