O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Arquivos
Links Rápidos
Categorias
E-book
O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Pesquisa, eu quero uma para acreditar!
Pesquisas e mais pesquisas para saber a intenção de voto do eleitor começam a brotar. Já se tornou comum em época de eleição. E o pior: o disparate dos números muitas vezes chega a ser grande. Estão “vendendo”, ou perdão, estão fazendo pesquisa quase todas as semanas agora. Me lembro que em eleições remotas as pesquisas eram feitas de tempos em tempos. Agora não, parece coisa promocional. Tipo assim: Tal dia sairá uma pesquisa de instituto tal. E o pior é que nesse mesmo dia aparecem outras pesquisas, com números diferentes, claro, até porque o período de avaliação é diferente. O engraçado é que o eleitor consegue modificar sua opinião num curto espaço de tempo.
Ainda ontem mesmo O Jornal de Hoje publicou duas pesquisas em sua edição para governador e senador no Rio Grande do Norte, a gosto da freguesia, claro. Outro dia falei que antigamente nas campanhas eleitorais no estado as assessorias dos candidatos usavam o artifício de publicar matéria paga nos jornais, burlando a própria Legislação Eleitoral. Agora, o “filão” são as pesquisas de intenção de voto. Com uma vantagem: Além dos jornais, elas são divulgadas também nas emissoras de televisão, portais e blogs, nestes dois últimos como uma espécie de mídia expontânea.
O fato é que a cada pesquisa o eleitor fica mais desconfiando ainda. Quem está certo é instituto tal ou instituto tal e qual? Uma dúvida cruel. O amigo e colega João Maria Medeiros, que é também marqueteiro, me lembrou que números de pesquisa só podem ser comparados se for do mesmo instituto. Não se pode comparar números de pesquisa de institutos diferentes. Concordo com ele. Isso é regra. Mas pergunto? Será que o leitor leigo sabe disso? Isso serve, claro, para os marqueteiros, que estão acmpanhando a desenvoltura do seu candidato na campanha. Para o eleitor não.
Para o eleitor isso é muito confuso. Imagina o leitor-eleitor abrindo o Jornal de Hoje e vendo duas pesquisas de institutos diferentes com números diferentes publicadas? Em quem ele vai acreditar? É óbvio se o leitor-eleitor vota em candidato A e ele está na frente com uma margem de vantagem muito grande, dará mais crédito a essa pesquisa. Mas se a outra pesquisa dá que seu candidato, apesar de estar na frente, caiu porcentualmente em relação ao segundo candidato, que, ao contrário subiu, o leitor-eleitor de certo vai dizer que tal pesquisa foi manipulada.
É por isso que digo: Pesquisa, quero uma para acreditar!
Deixe uma resposta