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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Mais um jornal se finda. Infelizmente!
A crise enfrentada pela mídia impressa impõe que as empresas jornalísticas promovam reformas e tais reformas requerem demissões, infelizmente. Nesta terça-feira, 20 de outubro de 2009, mais um veículo de comunicação se finda no Rio Grande do Norte, O JH Primeira Edição ao qual tive o prazer de trabalhar nos primeiros dois anos como editor de Política, ainda como jornal tablóide. O JH , como era carinhosamente conhecido, teve uma morte prematura. São 20 profissionais que perderam seus empregos dentro da mesma empresa que sustenta dois jornais: O vespertino O Jornal de Hoje, que passará a ser matutino, e o matutino JH Primeira Edição, que agora deixa de existir, lamentavelmente.
O JH Primeira Edição em seus primeiros dois anos, como costumava dizer o colega e amigo Edilson Braga, que foi editor geral do jornal, revolucionou o jornalismo potiguar. É verdade, criamos uma concepção nova de fazer jornalismo, pena Marco Aurélio de Sá, seu proprietário, não ter entendido a mensagem. Agora está aí, o fim do jornal que revoluciou o jornalismo potiguar, fazendo um jornalismo investigativo e acabando com o disse-me-disse da política papa-jerimum. Cada um sabe onde o calo dói!
Quando a gente pensava que estava ganhando mais um jornal – O Novo Jornal – do jornalista Cassiano Arruda, que vai às ruas a partir de novembro, eís que o JH Primeira Edição acaba. Ou seja, a imprensa potiguar estar trocando seis por meia dúzia, não no sentido de qualidade mas no sentido de quantidade. Marco Aurélio de Sá agiu como empresário para tomar tamanha decisão e não como jornalista que é. Mas é isso. Paulo Henrique Amorim tem razão: “Só no Brasil patrão diz que é jornalista. Só no Brasil”!
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