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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Sem querer ser chato
Passado a “Guerra dos Parrachos” – piscinas naturais de Pirangi, litoral sul do Rio Grande do Norte, onde neste final de semana foi abortado um carnaval fora de época – a discussão agora se volta para os passeios de barco do Marina Badauê, empresa que explora o passeio às piscinas naturais.
Uns querem tirar proveito da situação para dizer que toda a celeuma criada em torno do Carnaparrachos provocou a ira do Ibama que agora quer que o Marina Badauê tire licença para explorar os Parrachos de forma políticamente correta, digamos assim.
Não se trata disso, entendo.
Em primeiro lugar, antes de qualquer discussão em torno do assunto é preciso, mas que urgentemente, que se crie uma APA [Área de Proteção Ambiental] no local antes que tenhamos que lamentar num futuro próximo a perda da “galinha dos ovos de ouro”. Ou seja, o fim dos Parrachos tanto é a exploração desordenada do local.
É preciso criar uma consciência ecológica, e para tanto o primeiro passo é esse: A APA. É preciso preservar os Parrachos com responsabilidade limitando o acesso ao local e evitando exageros.
Apelar para o social nessa hora e dizer que a exigência do Ibama para que o Marina Badauê tire uma licença para explorar o local vai levar a demissões de pessoas, é pura balela.
Entendo que o quê o Ibama está propondo é proteger os Parrachos. E isso vale também para as pessoas que têm lanchas e que costumam desfrutar da beleza natural do local.
Nisso aí sou intransigente e acho que se não houver medidas fiscalizadoras, antes tarde do que nunca, certamente daqui há alguns anos não teremos mais aquele santuário ecológico.
O trabalho que o Ibama fez no arquipélago de Fernando de Noronha, que é um verdadeiro paraíso, conscientizando os ilhéus da importância de se preservar as ilhas, foi de fundamental importância para a exploração de maneira sustentada e ordenada do local.
Não fosse esse trabalho Noronha não teria a mesma beleza que até hoje tem.
E nem por isso os donos de pousadas deixaram de ganhar dinheiro.
O turismo continua o mesmo há anos em Noronha. Mas é explorado de forma ordenada.
Fica o exemplo de Noronha para quem pensa que regularizar o passeio para os Parrachos vai tirar emprego de alguém.
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