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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
As críticas feitas por alguns vereadores de Natal ao vice-presidente da seccional da OAB no Rio Grande do Norte, advogado Ricardo Wagner, pelo fato dele defender que os edís acusados pelo MP [Ministério Público] de participar de um esquema de corrupção – venda de votos – durante a votação do novo Plano Diretor da cidade concorram ao processo de eleição da Mesa Diretora da Casa, resultou numa espécie de “efeito bumerangue”. Ou seja: A OAB/RN aprovou nota de desagravo ao representante da entidade e ainda vai promover um ato público durante o 20º Congresso Nacional de Advogados a realizar-se na capital potiguar no período de 11 a 15 de novembro.
Certas coisas quanto mais se mexe mais fede. Os vereadores envolvidos na Operação Impacto e reeleitos – seis dos 13 acusados pelo MP -, alguns deles pleiteando o cargo de presidente da Casa, caso do vereador Dickson Nasser (PSB) que ocupa à presidência da CMN e quer tentar a reeleição, e dos vereadores Júlio Protásio (PSB), Adão Eridan (PR), Edivan Martins (PV) e Aquino Neto (PV), querem evitar que seus nomes sejam novamente expostos na imprensa como envolvidos no escândalo. Mas, diante de uma eleição que envolve a imagem do Legislativo municipal já tão desgastada e tendo eles como atores nesse processo, fica difícil imaginar que o assunto Operação Impacto não volte às páginas dos jornais. É natural que isso ocorra.
Melhor seria se os vereadores envolvidos nesse escândalo estivessem mais preocupados em se defender na Justiça do que sair atirando por aí contra àqueles que defendem a moralidade e a ética com a coisa pública. Dirigir uma instituição como a Câmara Municipal de Natal, a casa do povo, é uma missão de alta responsabilidade. Não se pode querer que a imprensa, as entidades representativas da sociedade e a própria população esqueça um escândalo tão recente e tão vivo na memória quanto a Operação Impacto, que não foi ainda de toda esclarecida.
É verdade que não se deve fazer um pré-julgamento dos vereadores envolvidos nesse caso. Mas também é correto dizer que pelo fato de serem acusados pelo MP à Justiça de terem participado de um esquema de corrupção, não deveriam sequer está pleiteando à presidência da Casa. É aquela velha história: Não é preciso parecer, é preciso ser honesto.
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