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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial, Política

Eleição sem oposição em Natal

A eleição para prefeito em Natal caminha para um pleito sem oposição. O único partido que teria condições de fazer isso nos três níveis de poder – municipal, estadual e federal – seria o DEM, mas como não tem candidato à sucessão municipal, certamente se terá um quadro sucessório sem discurso oposicionista.

A governadora Wilma de Faria (PSB) sabedora de que a deputada Micarla de Souza, pré-candidata a prefeita da capital do Rio Grande do Norte pelo PV, poderia explorar o discurso de que ela [Wilma] se aliou a Garibaldi para tentar derrotá-la, e com isso usar o discurso que a própria Wilma usou na sua reeleição – a da união dos caciques – tratou logo de manter o marido da “borboleta”, Miguel Weber, como titular da pasta de Esporte e Lazer, e de sinalizar o apoio para o candidato verde em Parnamirim, terceiro maior colégio eleitoral do estado, deputado Gilson Moura.

Até mesmo os tucanos, que poderiam optar por uma candidatura de oposição, já que o pleito deverá ser federalizado – com discursos não municipais, mas sim nacionais – estão “amarrados” ao governo estadual. O ex-senador e presidente do PSDB no Rio Grande do Norte, Geraldo Melo , que ensaia uma candidatura a prefeito de Natal, não quer deixar de ser alinhado políticamente à governadora, e pede, inclusive, o seu apoio para o PSDB em Ceará-Mirim, cidade onde sua mulher, Ednólia Melo, é prefeita.

Wilma, de certa forma, está numa posição muito confortável. Apóia a candidatura da petista Fátima Bezerra para prefeita, se realinhou políticamente com os Alves, está tentando derrubar qualquer tentativa de discurso radical de Micarla, mantendo-a como “refém”, quer atrair o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Robinson Faria (PMN), que tem sob seu comando também o PP para o seu projeto de eleger Fátima, e quer ainda o deputado João Maia (PR) ao seu lado.

Mesmo que isso não venha a ocorrer, a governadora Wilma de Faria quer evitar o radicalismo para tentar manter a sua base aliada “intacta” para 2010, coisa difícil de ocorrer, mas não impossível. Na verdade, o único opositor hoje a governadoa Wilma de Faria é o senador José Agripino Maia (DEM), que a lançou na política. 

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