O empresário José Gilmar de Carvalho Lopes, proprietário da construtora Montana, cujo nome foi envolvido na chamada operação “Sinal Fechado”, desencadeada pelo Ministério público do Estado, em nota destinada à sociedade potiguar, nega participação no suposto esquema de fraudes envolvendo a inspeção veicular.
Ele destaca que o seu relacionamento com a Inspar se deu exclusivamente no âmbito comercial, já que a sua empresa, a construtora Montana, foi contratada para construir os prédios onde funcionaria as unidades de inspeção veicular.
José Gilmar diz ainda que o Ministério Público Estadual, embora seja uma instituição que presta um valoroso serviço à sociedade, no seu caso específico, já o condenou muito antes de ser submetido a um julgamento.
O empresário destaca que não há nenhuma prova consistente de sua participação em qualquer ato de corrupção ativa ou passiva, e diz que o seu nome está sendo exposto e envolvido em um mar de lama, com base apenas em suposições e ilações geradas a partir de trechos de áudio de conversas entrecortadas, obtidas através de escutas telefônicas.
Segue a nota.
Nota à sociedade potiguar
- Do leito hospitalar onde me encontro, assisto com revolta, indignação e tristeza o meu nome ser jogado numa vala comum entre supostos corruptos e corruptores. Sempre pautei a minha vida pessoal e profissional sob os alicerces do trabalho, da família, do respeito e da honestidade. Não posso, portanto, ficar calado diante das acusações sem provas que fazem contra a minha pessoa.
- Desde o primeiro momento em que o meu nome foi envolvido nesse assunto, sempre procurei ser claro, positivo e transparente nos questionamentos que me foram feitos, até como forma de poder dar ao MPE a oportunidade e as condições de separar o joio do trigo.
- È preciso que se diga que o meu relacionamento com o grupo Inspar se deu tão somente no âmbito comercial. Sou construtor e a minha construtora – como poderia ter sido qualquer uma do nosso estado – foi a escolhida para erguer os prédios onde funcionaria as bases de prestação de serviço de inspeção veicular.
- Trabalhei, investi, fiz obras pelas quais não recebi um único centavo. Fiquei no mais completo e absoluto prejuízo.
- Tive a minha casa e escritório devassados, fui preso e hospitalizado, me vejo condenado sem julgamento, com o meu nome negativamente exposto perante a sociedade, envolto em um ‘mar de lama’.
- No entanto, os meus acusadores não apresentam – e não vão apresentar porque não existe – uma única prova, cabal, consistente e fulminante, que indique que eu me beneficiei de dinheiro público, que recebi ou ofereci propinas, que fui corrompido ou que sou agente corruptor.
- Mesmo sem ser protagonista de qualquer ato de corrupção passiva ou ativa, estou com meus bens seqüestrados, impossibilitado de movimentar os meus negócios.
- A decisão judicial que me veta o direito de exercer a minha vida empresarial, penaliza também 180 famílias de operários e trabalhadores sérios e honestos, privados agora de receber seus vencimentos e vantagens como o 13º salário.
- Continuo preso, sofrendo de uma privação de liberdade temporária, cuja legalidade é questionável, pois o Ministério Público já colheu os objetos que julgou necessário para subsidiar a ação investigativa.
- Confio na Justiça do meu estado e desafio a quem quer que seja que apresente as provas dos crimes que me acusam, ou me esqueçam.
- Não posso continuar a ser usado como ‘bode’ expiatório de um espetáculo midiático do qual eu sou vitima e não réu.
- Reafirmo a minha inocência e enfatizo que em nenhum momento cometi qualquer ilicitude, nem atos que possam envergonhar a minha família, meus amigos, parceiros comerciais, colaboradores e a sociedade potiguar como um todo.
José Gilmar de Carvalho Lopes
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