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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial, Geral

Esqueceram Marinho Chagas

Lendo o blog do colega e amigo Edmo Sinedino no portal Nominuto.com vejo que ele chama a atenção para o esquecimento que estão tendo com o craque Marinho Chagas, símbolo maior do futebol potiguar, acometido por uma hepatite tipo C. Diz Sinedino para esquecerem o Machadão- numa referência a polêmica criada para demolição do estádio para construção da Arena das Dunas por exigência da Fifa para que Natal seja uma das sub-sedes da Copa de 2014 no Brasil – e pede para lembrarem de Marinho.

Tem razão Edmo Sinedino. Futebol não é lá a minha praia, mas entendo um pouco do riscado e me orgulho de dizer que tive o privilégio de ver Marinho Chagas atuar pelo Botafogo na década de 1970. Me arrepiava todo quando ele pegava na bola jogando contra o Mengão, meu time de coração. Lembro com certa tristeza e ao mesmo tempo alegria – pelo show de bola do galego – daquele 6 a 0 que o Botafogo de Marinho e Cia aplicou no Flamengo, descontado alguns anos depois por Zico e Cia na mesma moeda. Mas já desta vez o Bota sem Marinho.

Pois é. Natal ganhou o direito de ser uma das 12 sub-sedes da Copa do Mundo de 2014. Mas o craque Marinho sequer é lembrado nas comemorações pelo feito. Logo ele, considerado o melhor lateral esquerdo da Copa de 1974 na Alemanha. O “Diabo Loiro” como era conhecido pela imprensa esportiva do Rio não tem o reconhecimento de seus próprios conterrâneos. E agora doente lamentavelmente está esquecido por completo.

Ainda é hora das autoridades esportivas e políticas do Rio Grande do Norte repararem esse grave erro. Marinho Chagas precisa ser lembrado como personalidade importante do esporte potiguar assim como Pelé é para o Brasil e Maradona para a Argentina. Como diz Edmo Sinedido, “esqueçam o Machadão e Lembrem-se de Marinho”, pelo menos por alguns instantes!

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