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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
– Faça-se justiça. Não se esperava que o senador Garibaldi Alves, quando eleito presidente da Casa, fizesse grande coisa para recuperar o prestígio e a dignidade do Senado, manchados durante a escandalosa gestão do senador Renan Calheiros. Mas é o contrário que se vê. Com atitudes firmes, o senador Garibaldi Alves tem se revelado um defensor intransigente da imagem da instituição que preside e interlocutor sereno e altivo nas relações com os outros Poderes da República.
No caso do “trem da alegria”, sabia ele que a contratação, sem concurso público, seria apenas parte da indecência, pois cada senador já dispõe de 12 cargos de livre indicação – sendo 5 assessores técnicos-legislativos, 6 secretários parlamentares e 1 motorista -, fora 9 funcionários de carreira, concursados. E decerto não ignorava que as novas contratações serviriam apenas para facilitar a colocação de cabos eleitorais nos estados, desobrigados até de quaisquer funções na sede do Senado.
Nestes tempos de desfaçatez desenfreada, registre-se que esse abortado “trem da alegria” não tinha paternidade. Nenhum líder partidário e nenhum dos 11 integrantes da Mesa assumiu a responsabilidade da proposição. É verdade que houve um senador – apenas um – que tentou justificá-la, por conincidência o líder do governo, Romero Jucá.
Obs do Blog: O trecho acima faz parte do editorial do jornal O Estado de S. Paulo, intitulado “A Garibaldi, as batatas”, edição desta quinta-feira.
O MEU SENADOR É TUDO DE BOM!!!