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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Por André Siqueira
Esqueça a imagem do Brasil como o celeiro do mundo. Nos próximos anos, o País caminha para se consolidar como grande fornecedor mundial não só de grãos, mas também de carne, açúcar, minério de ferro, petróleo e uma série de outros bens de largo consumo e cujos preços são cotados internacionalmente – as chamadas commodities. E o melhor é que, diferentemente do que pregavam as teses cepalinas nos anos 60, uma grande participação do setor primário na economia não representa mais, necessariamente, uma ameaça à industrialização e à diversificação de atividades. A conclusão é de acadêmicos, executivos do setor privado e representantes do governo reunidos na segunda-feira 29, em São Paulo, no seminário Produção de Commodities e Desenvolvimento – O esforço empresarial brasileiro.
“A experiência mostra que a exploração dos recursos naturais, por si só, não garante o desenvolvimento. Mas, sem recursos naturais, o desenvolvimento torna-se penoso”, afirma o diretor do Instituto de Economia da Unicamp, Mariano Laplane, responsável pela organização do encontro.
Nos últimos cinco anos, a participação das commodities nas exportações brasileiras ampliou-se em um ritmo médio superior a 6% ao ano, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em 2009, quando as vendas ao exterior levaram um tombo de quase 30% sob os efeitos da crise financeira internacional, a fatia dos produtos básicos cresceu de 44,8% para 50,2%, o que contribuiu para evitar que o Brasil registrasse déficit na balança comercial.
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