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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Economia, Política

Está no Blog Economia do RN de Aldemir Freire

Os recursos em caixa da prefeitura de Natal são mais que suficientes para pagar seus passivos

–  Os dados são claros e falam por si mesmo. A prefeitura encerrou o ano com R$ 65,4 milhões de recursos em banco [conta movimento a aplicações financeiras] e mais R$ 33,6 milhões de créditos a receber. Essas rubricas, como em todo balanço – público ou privado – constituem os ativos da prefeitura. Do lado do passivo estavam registrados: R$ 37,8 milhões em passivos financeiros, dos quais R$ 30,6 milhões eram restos a pagar já processados, ou seja, que já haviam recebido o empenho de pagamento [reserva de dinheiro para pagar] faltando apenas sua liquidação [o efetivo pagamento].

Assim, de acordo com o relatório, havia uma sobra de R$ 61,2 milhões para o pagamento de restos a pagar ainda não processados, ou seja, que não possuíam recursos reservados para seus pagamentos. Por outro lado, o balanço revela, também, que havia um montante de R$ 51,6 milhões de restos a pagar não processados.

Assim, enquanto a prefeitura possuía um total de ativos de R$ 99 milhões, seu passivo [restos a pagar processados e não processados] totalizava R$ 89 milhões. Como saldo a prefeitura tinha um montaqnte de R$ 9,5 milhões. Para todos os efeitos legais, portanto, a administração passada encerrou o ano dentro da mais perfeita legalidade. E essa legalidade foi atestada pela própria prefeita atual, quando colocou sua assinatura no balanço da prefeitura.

Esses números me fazem lembrar as várias entrevistas que a ex-secretária de Planejamento Virgínia Ferreira deu para a imprensa do Rio Grande do Norte alertando que a atual administração estava precipitada e que esperasse fechar o balanço antes de sair fazendo um discurso alarmista e acusatório.

Agora nós temos números para comprovar quem tinha razão e não precisamos mais ter que dar crédito apenas à palavra de A ou B para saber quem estava com a razão.

A razão está no balanço…

nos dados oficiais do município.

* Aldemir Freire é economista e coordenador do Pnad [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios] do IBGE no Rio Grande do Norte

 

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