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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
A resistência a Flávio Bolsonaro (PL) ganhou força entre agentes do mercado financeiro, especialmente na região da Faria Lima, em São Paulo. Embora o setor tenha apoiado Jair Bolsonaro em 2018 e 2022 por sua agenda liberal na economia, a avaliação predominante agora é que o senador e pré-candidato à Presidência não reúne as condições políticas e de confiança necessárias para liderar a direita na disputa de 2026. As informações são da Folha de São Paulo, que ouviu gestores, economistas e CEOs sob condição de anonimato.
Segundo os relatos, a maior parte dos interlocutores do mercado torce por um desembarque de Flávio Bolsonaro da corrida presidencial, o que abriria espaço para nomes considerados mais estáveis, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), em uma eventual composição com Gilberto Kassab (PSD).
A preferência por Caiado tem crescido na Faria Lima por dois fatores centrais: o perfil mais alinhado ao liberalismo econômico e a avaliação positiva de sua política de segurança pública em Goiás. A leitura é que sua candidatura poderia oferecer uma alternativa de direita mais previsível e com maior capacidade de articulação institucional.
Flávio, por outro lado, passou a enfrentar forte rejeição no setor financeiro. Mesmo sendo competitivo nas pesquisas, parte dos agentes ouvidos pela Folha avalia que o senador não resistiria ao teste eleitoral. A expectativa atual, segundo a reportagem, é de vitória do presidente Lula em um eventual segundo turno.
A erosão da imagem do pré-candidato no mercado tem relação direta com o desgaste provocado pelo caso envolvendo Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo a Folha, pesa contra Flávio a percepção de que ele não foi transparente ao tratar da proximidade com o banqueiro, a quem pediu dinheiro. Entre interlocutores da Faria Lima, a avaliação é que o episódio derrubou sua posição no ranking de confiança do setor empresarial.
Também contribuíram para ampliar a desconfiança as contradições nas explicações sobre o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. Como há um inquérito relacionado ao caso, agentes do mercado afirmam sentir desconforto em apoiar um candidato à Presidência que esteja sob investigação.
A percepção no setor é de que Flávio passou a carregar um “telhado de vidro” político. Há temor de que novas mensagens de WhatsApp, vídeos ou revelações venham à tona durante a campanha. Para parte do mercado, esse risco se torna ainda mais sensível porque o senador aparece como principal adversário de Lula nas pesquisas, impedindo o crescimento de outros nomes da direita.
Nesse cenário, a preocupação é que uma eventual denúncia seja explorada no segundo turno e acabe favorecendo a reeleição do presidente. A avaliação de bancos, gestoras e corretoras, segundo a Folha, já considera como provável a vitória de Lula, diante da fragilidade demonstrada até aqui pela candidatura de Flávio.
A falta de habilidade política do senador também aparece entre os fatores de desgaste. Interlocutores do mercado avaliam que Flávio tem preferido o confronto à negociação, o que dificultaria a construção de alianças fora do bolsonarismo mais fiel. O embate público com Michelle Bolsonaro (PL), sua madrasta, é visto como erro estratégico, especialmente porque a ex-primeira-dama é considerada uma força política consolidada entre mulheres conservadoras.
A candidatura de Flávio também enfrenta obstáculos dentro do próprio campo da direita. Ele não conseguiu fechar apoio do PP, não convenceu a senadora Tereza Cristina (PP-MS) a compor como vice e estaria distante de figuras consideradas estratégicas para a direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Tarcísio, aliás, segue sendo o nome preferido do mercado financeiro. Para a Faria Lima, a decisão do clã Bolsonaro de priorizar Flávio em vez do governador paulista ainda é tratada como erro político relevante e motivo de ressentimento.
Enquanto isso, aliados do senador tentam reconstruir pontes com o setor financeiro. Rogério Marinho, coordenador da estratégia eleitoral de Flávio, e Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e cotada para a vice na chapa, têm circulado pela Faria Lima apresentando o senador como o único nome capaz de derrotar Lula. Segundo a Folha, porém, a tentativa ainda não convenceu a audiência.
Além de Caiado e Kassab, outros nomes também aparecem bem avaliados em diferentes segmentos do mercado. O empresário Renan Santos, ligado ao Missão, tem atraído simpatia por tentar se apresentar como expressão de renovação. Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, também é citado entre os nomes bem cotados.
Foto reproduzida da Internet
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