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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, voltou a elevar o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante debate promovido pelo Grupo Voto, nesta segunda-feira (8), em São Paulo, o parlamentar criticou decisões da Corte, defendeu mudanças na legislação penal e elogiou a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Segundo o jornal O Globo, Flávio Bolsonaro também fez declarações associando o presidente Lula e o ministro do STF Flávio Dino ao debate sobre o combate ao crime organizado.
Segurança pública e críticas ao STF
Ao apresentar propostas para a área da segurança pública, o senador voltou a defender a redução da maioridade penal. Segundo ele, a implementação de medidas estruturais dependeria do apoio do Congresso Nacional e de maior segurança jurídica no país.
“Precisamos de deputados e senadores que sejam favoráveis a essas pautas. Precisamos de senadores que possam voltar a dar segurança jurídica nesse Brasil, porque não pode mais um ministro do Supremo dar uma canetada e impedir uma ferrovia de ser construída. O Congresso revoga o IOF e, numa canetada, um ministro do Supremo vai lá e diz que o IOF tem que ser cobrado. Quer dizer, como é que você consegue fazer mudanças importantes estruturais no país com esse tipo de insegurança jurídica?”
Defesa da medida adotada pelos EUA
Flávio Bolsonaro também voltou a elogiar a decisão do governo dos Estados Unidos, presidido por Donald Trump, de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
“A partir do momento que o governo americano classifica essas organizações como terroristas, ao invés de o governo brasileiro agradecer e fazer um grande pacto de combate à lavagem de dinheiro desses grupos, não, ele vai para a narrativa de que está defendendo a soberania.”
Ainda segundo o parlamentar, a medida pode ampliar mecanismos de controle financeiro e aumentar a fiscalização sobre recursos utilizados por organizações criminosas. “Um grande pacto com o sistema comercial e os órgãos públicos para verificar quais são as empresas que lavam (dinheiro) para as facções de narco-terrorismo”, afirmou, acrescentando que essa seria “a maior oportunidade que temos de acabar com esse poder paralelo”.
Ataques a Lula e Flávio Dino
Durante o debate, Flávio Bolsonaro também fez críticas diretas ao presidente Lula e ao ministro do STF Flávio Dino, que comandou o Ministério da Justiça no início do atual governo. “Aí você olha para o presidente do Brasil e ele pensa o contrário, parece que ele é o chefe do PCC”, declarou o senador.
Na sequência, ele mencionou uma visita de Flávio Dino ao Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. “O ministro da Justiça do Lula, chamado Flávio Dino (atual ministro do STF), entra numa favela no Rio chamada Complexo da Maré, violentíssima, o berço do Comando Vermelho, ele entra sem policial, sem escolta. E ali você entra debaixo de muito tiro, dentro de um carro blindado, que é como a polícia faz, ou você tem autorização do tráfico para entrar. O que vocês acham que aconteceu ali?”
Flávio também citou uma agenda de campanha realizada por Lula no Complexo do Alemão durante o período eleitoral de 2022. “Quando o próprio Lula vai fazer campanha dentro de uma outra favela no Rio, chamada Complexo do Alemão, outra área dominada pelo Comando Vermelho, ele está ali também, dispensou os policiais. Por que as cadeias ficaram em festa em 2022, quando o Lula foi declarado presidente da República?”, disse.
Mudança de estratégia política
As declarações ocorrem em meio a uma tentativa de reposicionamento político adotada por Flávio Bolsonaro nas últimas semanas em função do desgaste sofrido em decorrência de supostas ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Após o anúncio de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o senador passou a concentrar suas críticas principalmente no governo Lula, enquanto reduz o foco dos ataques ao STF.
Foto reproduzida da Internet
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