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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Garibaldi criou o fato novo

Coincidência ou não no editorial que publiquei, ontem à noite, falei no período da entressafra da política, quando as notícias são mais especulativas do que propriamente reais. Mas eís que o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), presidente do Senado, criou o fato novo que estava faltando às editorias políticas locais lançando o nome do vereador Hermano Morais para ser o candidato a prefeito de Natal pelo seu partido.

Detalhe: o lançamento da candidatura de Hermano Morais foi feito numa entrevista do senador na emissora de TV de propriedade da deputada estadual Micarla de Souza (PV), candidatíssima à sucessão do prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB), e que se encontra em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para consumo interno do consórcio governista. 

Nesta sexta-feira certamente o assunto vai merecer destaque nas editorias políticas, afinal, HM foi lançado candidato a prefeito pelo líder maior do PMDB no Rio Grande do Norte e presidente do Congresso Nacional.

Se a oposição até então estava órfã de candidato, agora não pode mais reclamar. O PMDB saiu na frente, é verdade, mas o PDT, o DEM e o PP, devem sentar agora para conversar com os dirigentes peemedebistas para futuras composições e até mesmo para discutir nomes. HM ainda é um pré-candidato,  e ele reconhece que a viabilidade de sua candidatura ainda depende de alguns outros fatores.  

Mas pelo menos a oposição saiu da inércia. As próximas pesquisas de intenção de voto, mesmo para consumo interno do sistema governista, terão que contar agora com mais um nome. Desta vez um nome de oposição que é Hermano Morais. Até março o quadro sucessório deverá estar melhor delineado.

É possível até que os oposicionistas se animem e lancem outros pré-candidatos. Se isso ocorrer é salutar para o processo sucessório, pois até agora o eleitorado só dispunha de nomes do sistema governista, o que, de certa forma, deixava a coisa muito amarrada, sem opções de escolha.  

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