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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
A conferir as declarações de dirigentes de grupos empresariais que pretendem investir no Rio Grande do Norte, sobretudo no setor de turismo, pode-se afirmar que o governo começa a colher os primeiros frutos do evento “RN, um grande negócio”, realizado durante esta semana na sede da Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo] na capital paulista.
Pelo menos foi o que deixaram claro os empresários Marcelo Alecrim e Sérgio Cavalieri do grupo Alesat. O grupo pretende investir no Rio Grande do Norte R$ 200 milhões na construção de um complexo turístico e residencial no litoral sul do estado. Os dois detalharam para a governadora Wilma de Faria, em São Paulo, como será o empreendimento que vai dotar o litoral sul de novos apartamentos turísticos e residenciais.
O primeiro desses empreendimentos será construído no município de Tibau do Sul e terá 350 unidades habitacionais entre residenciais, resorts e hotéis, em uma área de 300 mil metros quadrados. A previsão é que a obra seja iniciada já em janeiro. Na primeira etapa serão construídas 213 unidades habitacionais. Para isso, a Alesat se associou com o grupo Asamar, do setor da construção civil, que já investiu mais de R$ 2 bilhões nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Ainda em São Paulo, a governadora obteve do grupo Sanchez, um dos maiores do setor imobiliário da Espanha, o anúncio do início das obras do maior complexo turístico que deve ser erguido no Rio Grande do Norte. De acordo com o presidente do grupo, José Sanchez, que participou do evento em São Paulo, a pedra fundamental para o início da construção do Grand Natal Golf será lançada ainda este ano. O empreendimento, que será erguido na praia de Pitangui, litoral norte do estado, vai ocupar uma área de 2.200 hectares e inclui a construção de oito hotéis, cinco campos de golfe, campos de futebol e três mil leitos.
Análise da Notícia
Já tivemos oportunidade de fazer comentários aqui sobre o tão falado e necessário crescimento econômico do Rio Grande do Norte enfocando principalmente as obras estruturantes como o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, a Zona de Processamento de Exportação, a refinaria de petróleo, o pólo petroquímico, enfim, empreendimentos que deixaram de vir para o estado ou estão em stand bay à espera de uma decisão política.
Agora nos vem o alento de que grupos empresariais mostram de fato o interesse em investir no estado principalmente no setor de turismo, que todos sabem é a indústria que move a economia potiguar. Mas, é importante salientar que não é só atrair os investimentos para cá. É preciso também que o governo dê a contrapartida, ou seja, que faça a sua parte investindo em infraestrutura necessária ao bom desenvolvimento. A ponte Forte/Redinha, por exemplo, até agora não foi resolvido a questão dos acessos. A estrada que liga a Redinha Nova à Jenipabu, parece mais um queijo suíço, e quando chove então é um Deus nos acuda. Isso no litoral norte.
No litoral sul, onde temos as praias de Tibau do Sul e Pipa, uma das mais conhecidas no Brasil e no mundo, o acesso também não está lá essas coisas. Ainda no feriadão do 7 de setembro tive a oportunidade de ir até lá, e o risco que os motoristas correm é muito grande de acontecer um acidente, tal os buracos na estrada. O aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim, necessita de reformas urgentes, e até de uma ampliação na sua área de passageiros e na própria pista de decolagem e aterrissagem. O presidente da Assembléia Legislativa deputado Robinson Faria já propõe que se dê prioridade ao aeroporto de Parnamirim ao invés de se pensar num mega-aeroporto para Sçao Gonçalo do Amarante.
Repito: Não estou aqui contra o governo e muito menos contra o desenvolvimento de nosso estado. Apenas estou sendo realista, sem devaneios em pensar que só atrair os investidores vai fazer o Rio Grande do Norte crescer economicamente. Quem vai investir aqui quer o mínimo de infraestrutura necessária para impulsionar seus negócios. Do contrário, os investimentos acabam indo para estados vizinhos como vem ocorrendo.
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