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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Geral

HUOL e Maternidade Escola trabalham para criar fluxograma de atendimento a casos de microcefalia

Com o objetivo de criar um protocolo com informações sobre o atendimento para os casos de microcefalia, o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), a Maternidade Escola Januário Cicco, ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) estão se reunindo e dando andamento ao chamado “fluxograma de saúde pública”. Em 2015, foram confirmados 1.248 casos suspeitos de microcefalia, de acordo com o último boletim do Ministério da Saúde lançado hoje, 1° de dezembro. Desses casos, 79 foram registrados no Estado do Rio Grande do Norte.

A médica Maria da Guia Medeiros, gerente de atenção à saúde da Maternidade Escola, explica que as gestantes têm diagnóstico conclusivo sobre a situação dos seus bebês ao chegar na 30ª semana de gestação, quando é realizado uma ultrassom morfológica. Se o bebê for diagnosticado com microcefalia, ela explica que a gestante não precisa procurar uma unidade de alto risco, como a Maternidade Escola. “A gestante deve procurar os hospitais ou postos de saúde próximos de onde ela mora”, esclarece. “Nós estamos construindo um fluxograma de saúde pública, para que o pré-natalista da paciente consiga dar conta dos exames, aonde quer que ela esteja, sem precisar de deslocamento porque, embora o diagnóstico positivo para microcefalia seja complexo para o bebê e para a família, a realização dos exames que dão essa identificação é bastante simples”, afirma.

Durante a gestação, poucos procedimentos mudam, mas algumas etapas do protocolo para depois do nascimento já estão definidas. É importante, por exemplo, encaminhar o bebê a um hospital para a realização dos exames necessários e para que se comecem os procedimentos de reabilitação. Depois de nascido, o bebê precisa de um grande suporte. Atualmente, alguns exames importantes, como a ultrassom transfontanelar, a tomografia e o fundo de olho, só podem ser realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no HUOL e na Maternidade Escola. As Secretarias de Saúde do Estado e do município de Natal, estão procurando aumentar a quantidade de fornecedores desses exames.
A doença

Microcefalia é uma condição neurológica que faz com que a circunferência craniana dos que possuem a doença seja menor em comparação a outras pessoas da mesma idade e sexo. Os portadores de microcefalia têm problemas no desenvolvimento físico e cognitivo. A doença é normalmente diagnosticada durante a gestação e ainda não há tratamento contra ela, apesar de já existirem métodos de terapias que, se realizadas desde cedo, podem melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida do portador. Algumas das causas de microcefalia são a má formação do sistema nervoso central; a diminuição do oxigênio destinado ao cérebro fetal; exposição de mulheres grávidas a drogas, álcool e outros produtos químicos; e a contração de algumas doenças no período de gravidez.

Zika e Microcefalia 

Em boletim emitido pelo Ministério da Saúde no último sábado, 28, foi confirmada a relação entre o vírus Zika e o surto atual de bebês nascidos com microcefalia. A transmissão do vírus pode ocorrer pelo mosquito Aedes aegypti, por relações sexuais, por transfusão de sangue e por transplante de órgãos.

As investigações sobre o tema continuam e o Ministério reforça a mobilização para conter o mosquito transmissor por meio da limpeza e verificação de focos que possam servir como criadouros do mosquito. O Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado pelo Ministério em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais, indicou 199 municípios brasileiros em situação de risco de surtos de dengue, chikungunya e zika. (Com foto e informação da ASCOM UFRN/CB)

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