O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Arquivos
Links Rápidos
Categorias
E-book
O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Blog do Valdo Cruz, no g1
O governo Lula atuou junto a líderes da federação União Progressista para que ela optasse pela neutralidade pelo menos no primeiro turno da eleição presidencial, não fazendo aliança com o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro (PL).
Interlocutores do presidente Lula afirmam que o pedido de independência foi feito em duas frentes: pelo ministro da articulação política, José Guimarães, e pelo presidente do PT, Edinho Silva.
O cenário de pessimismo ganhou contornos definitivos após o presidente do PP, Ciro Nogueira, comunicar pessoalmente a Flávio, na tarde de quarta-feira (22), que sua sigla adotará neutralidade na eleição presidencial. Em função da federação partidária, a decisão do PP arrasta automaticamente o União Brasil para a mesma posição. A reunião era considerada pelos articuladores do PL como a cartada final para tentar reverter a tendência de neutralidade. Na tentativa de selar o acordo, a campanha de Flávio chegou a oferecer a vaga de vice na chapa à senadora Tereza Cristina (PP-MS), que recusou o convite.
Um dirigente do PL, ouvido sob reserva, resumiu a insatisfação ao declarar que a política se faz “na alegria e na tristeza”, em uma referência direta à postura adotada por Flávio quando Ciro Nogueira se tornou alvo de uma operação da Polícia Federal no âmbito das investigações do caso Master. Segundo esse interlocutor, o pré-candidato errou ao divulgar uma nota oficial ressaltando a gravidade das acusações, defendendo a apuração “com rigor e transparência” e elogiando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça — responsável por autorizar a investigação —, sem apresentar uma defesa política firme em favor do presidente do PP. O gesto foi interpretado por aliados de Ciro Nogueira como um abandono deliberado no momento de maior desgaste do cacique político.
A crise de confiança se aprofundou uma semana depois, com outro revés. O portal The Intercept Brasil revelou trocas de mensagens entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro referentes ao financiamento do filme Dark Horse. A divulgação reforçou a desconfiança entre os dirigentes da federação União Progressista, que enxergaram uma contradição no comportamento do senador: a adooção de um discurso público rígido enquanto mantinha interlocução direta com o controlador do Banco Master.
Lula vence por “goleada” na batalha das alianças
Dentro do próprio PL, a comparação com o desempenho do presidente Lula é inevitável. O chefe do Executivo obteve sucesso ao reunir todas as principais forças do campo da esquerda — incluindo a federação formada por PT, PV e PCdoB, a federação PSOL-Rede e o PSB. Simultaneamente, legendas de centro como a federação União Progressista e o MDB preferiram a neutralidade. Esse arranjo favorece diretamente Lula, pois impede que esses partidos e seus respectivos tempos de rádio e TV reforcem formalmente a candidatura da oposição.
Diante desse quadro, interlocutores do próprio Flávio admitem que Lula venceu de “goleada” o primeiro capítulo da disputa eleitoral, centrado na amarração das coligações, fazendo com que o senador inicie a corrida em clara desvantagem. O único alento relativo do pré-candidato do PL é que, por integrar a legenda que detém a maior bancada do Congresso Nacional, ele terá direito a cerca de 30% do tempo total da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.
Distanciamento do Republicanos e do Podemos
O clima de desânimo na pré-campanha do PL é ampliado pelas sinalizações de outros partidos. Interlocutores envolvidos nas negociações afirmam que o Republicanos está cada vez mais distante de fechar um acordo nacional com Flávio. Embora o PL siga insistindo na indicação da ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, para compor a chapa como vice, dirigentes do Republicanos interpretam a pressão como uma manobra para forçar uma coligação formal.
A situação de Daniella Marques gera incômodo adicional: ela se filiou ao Republicanos sem o conhecimento prévio do presidente da sigla, Marcos Pereira, e precisou acionar a Justiça para garantir o reconhecimento do seu registro partidário. Com o esgotamento dos prazos para trocas partidárias, lideranças avaliam reservadamente que o PL tenta transformar o imbróglio jurídico em instrumento de coerção política.
Nem mesmo o Podemos é visto hoje como uma opção viável para compor a aliança. Embora dirigentes do partido tenham mantido conversas com o PL, Novo, PT e PSD, interlocutores indicam que a tendência irreversível é a manutenção da neutralidade na corrida presidencial. Para a cúpula do PL, a soma desses fatores consolida o isolamento político de Flávio Bolsonaro e extingue qualquer chance de construção de uma coligação nacional relevante antes do início oficial da campanha.
Deixe uma resposta