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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Falei que agora vou jogar o meu diploma de jornalista porque não serve mais pra nada diante da decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com a exigência do canudo para que se exerça a profissão. Mas pelo jeito tem gente que não entendeu o sentido figurativo do que eu quis dizer.
É claro que o mercado independente do diploma está para os melhores. E não é só no jornalismo não. Nos “negócios” também. Contudo, pra ser jornalista não precisa só escrever bem. Tem que se ter a técnica da redação. Escrever é um dom, mas no caso do jornalista saber escrever só não adianta. Fazer uma reportagem exige técnica. Não adianta o sujeito escrever bem se ele não vai saber levar a informação ao leitor. É como um mestre de obra. Muitos sabem mais do que o próprio engenheiro. Mas quem vai assinar a obra é o engenheiro porque aprendeu nos bancos de faculdade as técnicas necessárias a uma edificação sólida. Daí, no caso do engenheiro e no caso do jornalista a necessidade de se exigir sim o diploma de curso superior. Essa é uma discussão antiga e certamente ainda vai perdurar por muito tempo.
Certamente e com toda a certeza “alguém” deixou de ler a entrevista do jornalista e escritor americano Gay Talese na Veja, quando declarou que se um jovem estiver interessado em honestidade e não em ganhar muito dinheiro, a melhor profissão é o jornalismo que lida com a verdade e tenta disseminar a verdade. Parafraseando o colega Ailton Medeiros quero dizer também que “jornalismo é meu negócio, mas meu negócio não é jornalismo”.
Então, para quem não tem o “trabalho” de jogar o diploma de jornalista no lixo é porque certamente o seu “negócio” é jornalismo. E, claro, sendo assim jornalismo é “jornalismo”, negócios a parte.
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