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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está na Revsta Fórum
A fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, após a derrota para Lula (PT) nas eleições de domingo (25), provocou uma caça a um suposto traidor dentro de seu próprio grupo político. O influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo acusa um aliado próximo ao senador de repassar informações sobre seus movimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e afirma que a identidade do responsável já é conhecida.
A acusação foi feita nesta quarta-feira (28), durante uma transmissão do programa apresentado por Figueiredo nos Estados Unidos. O influenciador não revelou o nome do suposto informante nem apresentou provas dos vazamentos.
“Nós sabemos quem”, afirmou Figueiredo, ao dizer que um dos aliados estaria “reportando todos os passos do Flávio Bolsonaro para o STF”.
Segundo ele, o suspeito seria um integrante da ala considerada moderada do bolsonarismo, próximo ao senador e com acesso a pessoas influentes no Judiciário.
“Não vou dizer quem, mas todos os passos eram vazados”, insistiu. Figueiredo prometeu que o nome seria divulgado em algum momento.
Desconfiança atinge aliados que tentaram impedir a fuga
As acusações surgiram após Flávio receber orientações para permanecer no Brasil, mesmo diante da decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a entrega de seus passaportes e proibiu sua saída do país.
Na segunda-feira (26), integrantes da campanha presidencial se reuniram com o senador em Brasília e defenderam que ele não deixasse o território brasileiro. A avaliação era de que uma eventual prisão do candidato derrotado, logo depois das eleições, poderia provocar desgaste político e internacional para Lula.
Figueiredo atacou essa posição e insinuou que alguns dos conselheiros estariam mais preocupados com a própria sobrevivência política do que com a situação de Flávio.
O influenciador também afirmou que integrantes do grupo teriam abandonado o senador para preservar seus interesses. A acusação atinge justamente o setor do bolsonarismo que tentou convencer Flávio a manter uma atuação política no Brasil após a derrota eleitoral.
Não há, até o momento, comprovação de que algum desses aliados tenha transmitido informações ao STF. A suspeita foi apresentada publicamente por Figueiredo, sem documentos ou identificação do acusado.
Flávio fugiu após prometer cumprir decisão judicial
Na segunda-feira (26), Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo afirmando que não pretendia deixar o país e que cumpriria as determinações judiciais. No dia seguinte, porém, atravessou a fronteira com a Argentina e embarcou em um jatinho particular rumo aos Estados Unidos.
Conforme documentou a Fórum, uma declaração de voo identificou o senador, sua mulher, Fernanda, e as duas filhas entre os passageiros da aeronave de matrícula LV-JQW, operada pela empresa argentina Baires Fly.
A família deixou Puerto Iguazú, fez escala em Guayaquil, no Equador, e desembarcou em Miami na manhã de quarta-feira (28).
Durante as horas que antecederam a saída, aliados divulgaram informações contraditórias sobre o paradeiro do senador. Alguns negaram a viagem, enquanto outros chegaram a afirmar que ele já estava nos Estados Unidos.
A Fórum mostrou as versões conflitantes divulgadas por integrantes do bolsonarismo enquanto a aeronave aguardava o embarque na Argentina.
PF já monitorava risco de fuga antes da acusação
A suspeita levantada por Paulo Figueiredo contrasta com a cronologia oficial das medidas adotadas pela Polícia Federal.
Em comunicado divulgado na quarta-feira (28), a corporação informou que já havia solicitado ao STF, no domingo (25), medidas cautelares contra Flávio Bolsonaro após identificar risco de saída do Brasil.
Entre os pedidos estavam a apreensão dos passaportes, a proibição de deixar o território nacional e a restrição de contato com outros investigados.
Após a decisão judicial, os passaportes brasileiros comum e diplomático do senador foram cancelados. A PF também inseriu um alerta no sistema de controle migratório e intimou Flávio a entregar eventuais documentos de viagem de outras nacionalidades, o que não ocorreu.
A corporação informou que não encontrou registro oficial de saída do parlamentar pelos postos migratórios brasileiros e que investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais.
Na nota, a PF também esclareceu que as restrições não autorizavam, por si só, a prisão ou a vigilância permanente do senador.
Enquanto a Polícia Federal apura como Flávio conseguiu deixar o Brasil, Paulo Figueiredo sustenta que houve uma traição dentro do próprio bolsonarismo. Até agora, porém, o suposto “espião” permanece sem identidade divulgada e a acusação não foi comprovada.
Foto reproduzida da Internet
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