E-book

Baú de um Repórter

O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.

Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Lindbergh aciona PGR contra Flávio Bolsonaro `pelos vários crimes na Convenção do PL´

Está no Brasil 247

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou formalmente a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devido a possíveis irregularidades e infrações cometidas durante a Convenção Nacional do PL, realizada no sábado (25). A iniciativa foi confirmada pelo próprio parlamentar em vídeo publicado em suas redes sociais neste domingo (26).

Na publicação, Lindbergh destaca que a convenção da sigla oposicionista se deu de forma isolada e sem a presença de partidos aliados, configurando, segundo ele, um “fracasso” de público e de articulação política. No entanto, o foco da representação enviada à PGR centra-se na prática de eventuais crimes eleitorais e atos de lesão à soberania nacional cometidos ao longo do evento.

Outro ponto considerado grave na ação é a utilização de recursos de inteligência artificial para simular a presença de Jair Bolsonaro, que se encontra preso após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado e inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para Lindbergh, a manobra teve o objetivo deliberado de contornar as sanções da Justiça Eleitoral. “Jair Bolsonaro tem os direitos políticos suspensos. Ele foi condenado. Então, usar ele com inteligência artificial foi uma forma de burlar essa suspensão dos direitos políticos. Tem que ter uma decisão, porque daqui a pouco eles vão usar na propaganda eleitoral alguém que está com os direitos políticos suspensos. É impressionante”, alertou.

Entre as principais ilegalidades apontadas está a participação do presidente da Argentina, Javier Milei, no palanque da convenção. “Primeiro, o Artigo 337 do Código Eleitoral proíbe a participação de estrangeiros. O Milei esteve lá, xingou todo mundo, falou um bocado de palavrão, pediu voto para Flávio Bolsonaro. Isso é proibido”, enfatizou o parlamentar.

O deputado também teceu duras críticas à aliança da extrema-direita brasileira com líderes e figuras internacionais, classificando a postura como um ato de subserviência e ingerência externa nas instituições do país. “Eles falam de ingerência externa em todo o processo eleitoral, apelam para os Estados Unidos, para o Trump, para o Marco Rubio”, observou.

Durante sua fala, Lindbergh destacou o simbolismo negativo de uma cena protagonizada por Flávio Bolsonaro na convenção, na qual o senador dançou empunhando uma tesoura em alusão ao “método” do presidente argentino. “Na campanha do Milei ele usava uma motosserra, falando dos cortes [de gastos]. Ontem apareceu esse Flávio Bolsonaro, que não tem nada na cabeça, com uma tesoura, dançando com um ‘tesouraço’. Vocês sabem o que aconteceu na Argentina? Os cortes na educação são de 36% do orçamento. Na saúde, 34%. Sabe de quanto foi a redução do salário mínimo na Argentina? 38%. É isso que eles estão planejando aqui para o Brasil. Tarcísio já disse: ‘é preciso alguém que tenha coragem de fazer os cortes, como o Milei fez’”, afirmou.

O parlamentar contrapôs a agenda ultraliberal defendida pelo grupo bolsonarista com as pautas trabalhistas em discussão no Brasil. “Enquanto a gente está lutando aqui pelo fim da escala 6×1, na Argentina eles aprovaram que o trabalhador pode trabalhar até 12 horas por dia. É uma vergonha, um retrocesso. Ele [Milei] não tem o que falar do Brasil”, argumentou.

Por fim, Lindbergh Farias criticou o apoio buscado por Flávio Bolsonaro em nomes desgastados e questionados internacionalmente, reforçando que a gravidade das condutas ultrapassa o âmbito estritamente eleitoral. “Aí fica Trump, Milei – que está com uma desaprovação de 60% – até o criminoso, o genocida Benjamin Netanyahu, que é detestado no mundo inteiro pelo genocídio na Faixa de Gaza, detestado dentro de Israel, porque responde por vários processos de corrupção… Mais um crime eleitoral do Flávio Bolsonaro. Mas o maior crime não é esse. É traição à pátria, tentar uma intervenção estrangeira para prejudicar o processo eleitoral brasileiro”, concluiu o deputado.

Foto reproduzida da Internet

Em tempo: confira o meu comentário sobre o assunto no BBNEWS TV e no Canal YouTube clicando aqui

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *