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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Lula muda estratégia de campanha: `Quem vota em Flávio Bolsonaro vota em Vorcaro´

Está no Brasil 247

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu mudar o eixo da disputa presidencial e passou a orientá-lo a confrontar diretamente o candidato Flávio Bolsonaro (PL), com foco na investigação sobre recursos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o blog do jornalista Valdo Cruz, no G1, integrantes da campanha petista avaliam que o debate em torno da crise no Supremo Tribunal Federal acabou desviando a atenção de um tema considerado mais sensível para Flávio: a apuração em curso no STF sobre valores solicitados ao empresário para a produção do filme.

A nova estratégia prevê que Lula deixe de delegar os ataques mais duros a aliados e à propaganda eleitoral e passe a assumir pessoalmente o embate com o adversário. Nesta semana, o presidente já adotou esse tom em discursos e entrevistas. “Flávio, onde está o dinheiro da corrupção do Master?”, questionou Lula.

Nas redes sociais ligadas ao PT, a mudança também apareceu em mensagens com o slogan “quem vota em Flávio vota em Vorcaro”. A tentativa é associar politicamente o candidato do PL ao empresário investigado e recolocar o caso Dark Horse no centro da campanha.

A ofensiva petista surge como resposta à estratégia adotada por apoiadores de Flávio Bolsonaro, que passaram a difundir a frase “quem vota em Lula vota em Moraes”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. Para aliados de Lula, a pauta sobre o Supremo ganhou espaço excessivo nos últimos dias e acabou favorecendo o candidato do PL.

O comando da campanha discutiu diferentes alternativas para reagir ao cenário considerado adverso. Uma ala defendia que Lula mantivesse distância do confronto direto com Flávio e evitasse ampliar a crise institucional envolvendo o STF. Outra defendia que o presidente assumisse o embate e deslocasse o foco para a relação do adversário com Daniel Vorcaro.

Prevaleceu a segunda linha. Na avaliação de integrantes da campanha, o erro recente foi permitir que a disputa eleitoral ficasse concentrada na crise do Supremo, reduzindo o espaço para questionamentos sobre a investigação envolvendo o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro.

Assessores presidenciais afirmam que aliados de Flávio conseguiram impor uma pauta favorável ao senador desde as manifestações de Sete de Setembro. Dentro desse diagnóstico, petistas também atribuem parte do movimento a decisões do ministro André Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro, que teriam ampliado a pressão sobre Alexandre de Moraes e beneficiado politicamente o candidato do PL.

Mendonça, no entanto, rejeita qualquer atuação político-partidária e nega ter participado de articulações em favor de qualquer candidato.

Segundo integrantes da campanha petista, Lula passou dias discutindo qual deveria ser sua posição pública em relação a Moraes. Para assessores do presidente, esse debate produziu um efeito indesejado: enquanto a campanha se concentrava no ministro do STF, Flávio Bolsonaro deixava de ser o alvo principal dos ataques.

A orientação agora é reduzir o protagonismo da crise do Supremo na disputa eleitoral e concentrar a ofensiva sobre Flávio, suas relações com Vorcaro e a investigação em andamento no STF. A expectativa do PT é conter o avanço do candidato do PL nas pesquisas e reposicionar a campanha em torno de temas considerados mais vulneráveis para o adversário.

Fotos reproduzidas da Internet

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