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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

por Ricardo Amaral, no Brasil 247
O presidente Lula (PT) afirmou nesta terça-feira (16), durante reunião ampliada do G7 em Évian, na França, que o combate ao crime organizado deve respeitar a soberania dos Estados e ser conduzido por meio da cooperação internacional. Em discurso no encontro, que contou com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula defendeu uma resposta articulada contra narcotráfico, lavagem de dinheiro e tráfico de armas, associando o enfrentamento aos crimes transnacionais à agenda global de desenvolvimento.
O presidente discursou no segmento “Firmar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional”. Lula afirmou que crimes transnacionais precisam fazer parte do debate sobre desenvolvimento, especialmente diante do impacto do crime organizado sobre comunidades e sobre recursos públicos que deveriam ser destinados a áreas essenciais.
É no mínimo improvável que aquele conjunto de chefes de estado de países capitalistas concedam ao discurso de Lula algo além de um silêncio constrangido ou palavras de aprovação envergonhada e inútil. O próprio Lula iniciou seu discurso lembrando as inúmeras reuniões desse tipo de que participou e não levaram a nenhum resultado prático. Os debates que ele propôs teriam mais consequência num encontro de países do sul global, com participação da China e da Rússia, da Índia e de países asiáticos, da África do Sul e outros do continente africano.
Mas Lula não deixou de incluir, ao longo de seu discurso no G7, recados diretos à ingerência do governo Trump em assuntos que tocam mais imediatamente ao Brasil. A primeira foi a menção ao unilateralismo e ao protecionismo, que chamou de “respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas”.Nada mais unilateral e protecionista que as tarifas extraordinárias e outras sanções previstas na mal afamada Seção 301 da legislação de comércio externo estadunidense, que Trump vem de impor ao Brasil. Da mesma forma, veio a defesa do respeito à soberania dos países na cooperação para o combate ao crime e ao narcotráfico.
Não menos importante foi a abordagem de Lula aos temas da inteligência digital e da exploração de terras raras, apresentada no final do discurso: “As transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores. Os países detentores de minerais críticos devem participar das etapas de maior valor agregado da cadeia, por meio da industrialização, da transferência de tecnologia e da formação de capacidades, conforme suas necessidades nacionais.”
Lula nem precisou falar do Pix para reagir ao conjunto de ofensas dos EUA à soberania brasileira, especificamente, num discurso de abrangência global. E para o público interno, ficou ainda mais claro o recado: as eleições de outubro serão uma escolha entre Lula, o candidato do Brasil, e Flávio Bolsonaro, o candidato dos Estados Unidos da América e da curriola global da extrema-direita.
* Ricardo Amaral é jornalista, editor especial do Brasil 247 em Brasília e escritor. Publicou “A Vida quer é Coragem”, sobre a trajetória da presidenta Dilma Rousseff, e “Memorial da Verdade”, sobre a farsa da Lava Jato contra Lula. Mineiro de Belo Horizonte, onde começou a trabalhar na imprensa popular em 1976
Foto: Ricardo Stuckert/PR
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