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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros na manhã desta sexta-feira (10) para discutir a gestão dos minerais críticos brasileiros, em um momento em que o governo intensifica as negociações com os Estados Unidos sobre o tarifaço imposto a produtos nacionais. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.
A reunião ocorre em meio ao interesse da Casa Branca em estabelecer um acordo para a exploração de minerais críticos em território brasileiro. O tema ganhou relevância nas conversas entre Lula e Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, durante encontro realizado no início de maio, na Casa Branca, quando a cooperação no setor mineral esteve entre os assuntos debatidos.
Os chamados minerais críticos, especialmente os elementos de terras-raras, são considerados estratégicos para a transição energética e para a produção de tecnologias de ponta, como baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. Segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o Brasil possui cerca de 21 milhões de toneladas de reservas de elementos de terras-raras, a segunda maior do planeta.
Enquanto conduz as negociações comerciais com Washington, o governo brasileiro também avança na definição de uma política nacional para fortalecer a exploração desses recursos. No início deste mês, o Ministério de Minas e Energia apresentou ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) um plano que estabelece diretrizes e metas para o setor mineral até 2050.
Entre os principais objetivos está a ampliação da participação brasileira na produção mundial de minerais críticos, passando dos atuais 8,3% para 12,2% até 2050. A projeção foi elaborada com base nas estimativas de demanda da Agência Internacional de Energia (AIE) e no potencial produtivo das reservas conhecidas no território nacional.
O plano busca alinhar a expansão da capacidade de produção brasileira ao crescimento esperado da demanda global por esses insumos, considerados essenciais para a economia de baixo carbono e para a indústria de alta tecnologia.
O CNPE, presidido pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, atua como órgão de assessoramento da Presidência da República na formulação de políticas públicas para os setores de energia e mineração. O colegiado reúne representantes de diversos ministérios e coordena as diretrizes estratégicas da área.
Como parte dessa estratégia, o governo prepara a publicação do Plano Nacional de Mineração (PNM) 2050, documento que reúne orientações para investimentos, regulação, pesquisa mineral e sustentabilidade. A expectativa é que o plano seja divulgado entre esta sexta-feira e sábado. Após sua publicação, um documento complementar deverá detalhar as ações necessárias para atingir as metas estabelecidas, no prazo de até 180 dias.
A discussão sobre minerais críticos ganhou ainda mais relevância diante da crescente disputa internacional pelo acesso a esses recursos. Em abril deste ano, a mineradora Serra Verde, localizada em Goiás e considerada a única operação fora da Ásia capaz de produzir em escala os quatro principais elementos magnéticos de terras-raras, foi adquirida pela empresa americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões.
Lula tem defendido que o Brasil está disposto a negociar acordos de exploração mineral com os Estados Unidos, mas mantém a posição de que o país continuará aberto a investimentos provenientes de outras nações, preservando uma estratégia de diversificação de parceiros no setor mineral.
Foto: Agência iNFRA
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