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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
A disputa pela Presidência da República ganhou uma nova configuração no ambiente digital após o primeiro turno das eleições. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ultrapassou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Índice de Popularidade Digital (IPD), elaborado pela Quaest, revertendo a vantagem que o adversário mantinha nas redes sociais durante a primeira etapa da campanha.
Segundo a Folha de São Paulo, o indicador de Lula avançou de 70,7 para 82,6 pontos entre os dias 4 e 15 de outubro. No mesmo período, Flávio Bolsonaro registrou uma queda de 80 para 76,4 pontos. A mudança ocorreu apesar de o senador ter terminado o primeiro turno à frente do petista, com 47,03% dos votos, contra 45,16%.
O resultado representa uma inversão na disputa por visibilidade, engajamento e mobilização nas plataformas digitais. Até a votação de 4 de outubro, Flávio mantinha a liderança no indicador, mas a campanha de Lula conseguiu ampliar sua presença nas redes durante os primeiros dias do segundo turno.
Mudanças na comunicação impulsionam campanha de Lula
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, atribui a recuperação do presidente a uma combinação de mudanças na estratégia digital e acontecimentos políticos que estimularam a participação de seus apoiadores.
“O indicador é uma sinalização de mudança de quadro. Sugere que Flávio perdeu a condição de favorito que ele sustentava no primeiro turno, muito pelo que chamamos de ‘wake-up call’, ou despertar, da campanha petista, depois do resultado das urnas”, afirmou o diretor da Quaest.
Flávio perde engajamento apesar de novos apoios
Enquanto Lula ampliou sua presença digital, Flávio Bolsonaro enfrentou uma redução no engajamento de sua campanha, mesmo depois de receber declarações de apoio de adversários derrotados no primeiro turno.
O senador conquistou o respaldo de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante), além do ex-presidente Michel Temer (MDB). Também obteve autorização para visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar desde agosto de 2025.
Esses acontecimentos, entretanto, não foram suficientes para impedir a queda do indicador digital do candidato do PL.
Mobilização pode ser decisiva diante da abstenção recorde
A Quaest considera que o engajamento e a capacidade de mobilização dos eleitores terão importância especial na reta final da eleição, sobretudo diante do elevado número de brasileiros que deixaram de votar no primeiro turno.
Ao todo, 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas em 4 de outubro, um contingente que pode influenciar o resultado da disputa presidencial.
Na avaliação de Felipe Nunes, os indicadores digitais apontam uma recuperação da disposição dos apoiadores de Lula para participar da eleição, enquanto a mobilização da base de Flávio apresenta estabilidade.
“No IPD, há sinais de que Lula está conseguindo mobilizar eleitores no segundo turno e possivelmente aumentar a presença nas urnas. Flávio, que já tem uma base engajada há mais tempo, está estável. O eleitor de Lula está mais motivado, e é possível que isso impacte na eleição, porque pode provocar uma redução, mesmo que mínima, nas abstenções, o que já favoreceria a campanha de Lula em um cenário tão apertado.”
A avaliação considera que, em uma disputa com diferença reduzida entre os candidatos, até mesmo pequenas alterações no comparecimento eleitoral podem ter consequências importantes para o resultado.
Como funciona o Índice de Popularidade Digital
Desenvolvido pela Quaest, o IPD utiliza um algoritmo que coleta e processa 175 variáveis relacionadas à atuação de lideranças políticas no ambiente digital.
O levantamento acompanha informações de Facebook, Instagram, X, TikTok, YouTube, Google e Wikipédia, produzindo uma pontuação que varia de zero a 100.
Entre os aspectos considerados estão a presença nas plataformas, a visibilidade dos conteúdos, o engajamento dos usuários, a circulação espontânea de publicações, a proporção de reações positivas e negativas e o interesse demonstrado por meio de buscas e acessos.
O sistema também procura reduzir distorções provocadas por atividades artificiais, especialmente as relacionadas a robôs e contas automatizadas.
Segundo Nunes, desde 2020 o indicador apresenta elevada correlação com os resultados eleitorais. Isso não significa, porém, que a pontuação represente diretamente a intenção de voto ou permita antecipar o vencedor.
Pesquisas mostram disputa presidencial apertada
A recuperação digital de Lula ocorre em um cenário de empate técnico nas pesquisas de intenção de voto divulgadas durante a primeira quinzena de outubro.
No levantamento Quaest publicado na quarta-feira (14), Flávio Bolsonaro apareceu com 46% das intenções de voto, enquanto Lula registrou 44%. A diferença ficou dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
O Datafolha divulgado na quinta-feira (15) também apontou equilíbrio. Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos e nulos, Flávio alcançou 51%, contra 49% do presidente. O resultado igualmente configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Foto: Ricardo Stuckert
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