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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
As novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros têm origem em uma articulação política estimulada por integrantes da família Bolsonaro. Essa é a avaliação da jornalista Miriam Leitão, que em artigo publicado no jornal O Globo sustenta que a escalada das medidas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está diretamente ligada ao lobby realizado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro junto à Casa Branca.
Na análise da colunista, a cronologia dos acontecimentos dos últimos meses revela uma conexão evidente entre as ações de Washington e a mobilização dos filhos de Bolsonaro em favor de sanções contra o Brasil. Para Miriam, as medidas comerciais deixaram de ser uma disputa econômica tradicional para se transformar em um instrumento de pressão política.
O artigo relembra que, antes da primeira rodada de tarifas contra o Brasil, anunciada em julho do ano passado, Trump acusou o país de promover uma suposta “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro. Pouco depois da declaração, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro agradeceu publicamente ao presidente norte-americano, escrevendo nas redes sociais: “Obrigado presidente Donald J. Trump”.
Aproximação com Trump
Segundo Miriam Leitão, os sinais da proximidade entre a família Bolsonaro e o governo norte-americano voltaram a aparecer nesta semana. Entre o anúncio de duas novas medidas contra o Brasil, Trump publicou uma fotografia de um encontro com o senador Flávio Bolsonaro.
Para a jornalista, os episódios reforçam a relação política que antecedeu e acompanhou a imposição das sanções comerciais. Ela argumenta que há diversas evidências de que o endurecimento das medidas contra o Brasil foi incentivado por integrantes da família do ex-presidente.
O artigo destaca ainda que as tarifas impostas pelos Estados Unidos foram defendidas pelos filhos de Jair Bolsonaro desde o ano passado. A aposta, segundo a colunista, era a de que uma deterioração das relações comerciais entre os dois países representaria uma forma de pressão contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Impactos para o Brasil
Miriam Leitão ressalta que os efeitos das tarifas não recaem sobre o governo federal, mas sobre toda a economia brasileira. Segundo a análise, as medidas afetam exportações, reduzem oportunidades de negócios, dificultam investimentos e comprometem a geração de empregos.
A colunista observa que, um ano após a primeira onda de sanções, uma nova rodada de tarifas começa a ser implementada. Nesse contexto, Flávio Bolsonaro declarou ter solicitado que “as empresas não fossem tarifadas”.
Para Miriam, no entanto, essa posição surge depois que os prejuízos já começaram a atingir setores produtivos brasileiros. A jornalista argumenta que as consequências econômicas das medidas eram previsíveis desde o início da ofensiva comercial norte-americana.
Tarifas chegam a 37,5%
As novas medidas anunciadas por Washington ampliam significativamente a pressão sobre a economia brasileira. Segundo o artigo, uma investigação baseada na chamada Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos prevê uma tarifa de 25% sobre setores brasileiros.
No dia seguinte, outra medida acrescentou uma cobrança adicional de 12,5%. Somadas, as duas iniciativas podem elevar para 37,5% a carga tarifária sobre produtos brasileiros atingidos pelas investigações.
Ao longo dos últimos doze meses, diplomatas e negociadores brasileiros realizaram reuniões, consultas e tentativas de negociação com autoridades norte-americanas. De acordo com Miriam Leitão, o governo apresentou respostas para todas as alegações formuladas pelos Estados Unidos.
Governo tenta reverter medidas
Entre os argumentos apresentados pelo Brasil estão a redução do desmatamento, o combate à pirataria, ações contra a corrupção e a defesa do Pix como uma inovação tecnológica do sistema financeiro nacional.
O governo brasileiro também respondeu aos questionamentos sobre acordos comerciais firmados com outros países e rebateu críticas relacionadas a temas econômicos e regulatórios levantados por Washington.
Apesar dos esforços diplomáticos, novas investigações continuaram sendo abertas pelos Estados Unidos, ampliando o clima de insegurança para exportadores brasileiros e empresas que dependem do mercado norte-americano.
Críticas à oposição
Na parte final do artigo, Miriam Leitão também contesta as críticas feitas por pré-candidatos da direita à Presidência da República. Os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema atribuem ao governo Lula a responsabilidade pelo agravamento da crise comercial.
A colunista menciona que Caiado afirmou que o Itamaraty não estaria atuando adequadamente diante do problema. Miriam rebate essa avaliação e sustenta que o Ministério das Relações Exteriores vem trabalhando intensamente para tentar conter os efeitos das sanções e negociar alternativas com os Estados Unidos.
Para a jornalista, o que está em curso é uma “politização do comércio exterior” promovida pelo governo de Donald Trump. Em sua análise, a ofensiva tarifária ganhou força a partir da atuação política dos filhos de Jair Bolsonaro e produziu consequências que atingem diretamente empresas, exportadores e trabalhadores brasileiros.
Foto: Divulgação/ Truth Social
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