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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Na ONU, Lula diz que aventureiros de extrema direita surgem de escombros do neoliberalismo

Está no g1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou o discurso na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (19), para criticar fenômenos como a ascensão da extrema-direita, o multilateralismo e o que chamou de “crise do multilateralismo” – e para cobrar a reforma das instituições globais.

“O desemprego e a precarização do trabalho minaram a confiança das pessoas em tempos melhores, em especial dos jovens do mundo. Governos precisam romper com a dissonância cada vez maior entre a voz do mercado e a voz das ruas”, disse Lula.

“O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e política que hoje assola as democracias. Seu legado é uma massa de deserdados e excluídos. Em meio a seus escombros, surgem aventureiros de extrema-direita que negam a política e vendem soluções tão fáceis quanto equivocadas”, prosseguiu.

Lula afirmou ainda que o multilateralismo – ou seja, as relações internacionais baseadas em uma igualdade entre as nações, incluindo potências e países menores – está em crise, e que essa equidade vem sendo “corroída”.

“Nas principais instâncias da governança global, negociações em que todos os países têm voz e voto perderam fôlego. Quando as instituições reproduzem as desigualdades, elas fazem parte do problema, e não da solução”, disse Lula.

Como exemplo, citou o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial – criados, assim como a ONU, no pós-Segunda Guerra Mundial para ajudar na reconstrução do sistema internacional.

“No ano passado, o FMI disponibilizou 160 bilhões de dólares em direitos especiais de saque para países europeus, e apenas 34 bilhões para países africanos. A representação desigual e distorcida na direção do FMI e do Banco Mundial é inaceitável”, disse o presidente brasileiro.

Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a discursar na fase de debates. Antes, falaram o secretário-geral da ONU, António Guterres; e o presidente da Assembleia Geral, o diplomata Dennis Francis, de Trinidad e Tobago.

Foto: Reuters

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