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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Geral, Sem Categoria

O blog reserva espaço ao amigo Zé Dias hoje

Triste Partida

O Meu Som hoje é ÚLTIMO DESEJO de Noel Rosa cantado por Gal Costa, porque quem cantava para mim quando eu era criança não esta mais aqui. Faleceu a poucos instantes FRANCISCA MARIA DO NASCIMENTO DIAS, Minha Mãe. Bonita, Vaidosa, Firme e Batalhadora, criou-me como um rei sem me faltar nada, nem a música.

Fui uma criança feliz num lar de muito amor, em que aprendi com meu pai o AMOR pela Vida e ai com destaque para o ESPORTE BEM PRATICADO e ai destaque-se o FUTEBOL e com minha mãe o AMOR pelas Artes, sobressaindo-se a MÚSICA. OS PRIMEIROS ACORDES que me balançaram, foram de ULTIMO DESEJO cantados por ela, seguindo-se, os dos HINOS RELIGIOSOS, bonitos e que Mamãe, como toda Mãe queria, um filho religioso, sem muito sucesso, apesar do Colégio das Neves e Marista, pagos com muita dificuldade.

Do adolescente difícil ao homem feito, muitos caminhos foram percorridos e quando aprendi que não valia a pena brigar com a MÃE, quase era tarde. O casamento com a MARAVILHOSA JULIETA, acalmou nossas vida, mais por mérito de Julieta do que meu.

Com o tempo veio o trabalho normal de um rapaz de classe média e depois a música profissionalmente, que me arrebatou e após os 36 anos, encontrei meu caminho profissional, que apesar de preocupá-la, enchia de orgulho.

Não faltava a nenhum Seis e Meia e quase viu todos, se emocionando em todos e ali conheceu minha ousadia com CHICO CESAR, ZECA BALEIRO, LENINE, RENATO BRAS e ANTONIO NOBREGA entre outros, indo ao camarim após os shows e com orgulho dizendo-se ser minha MÃE para aqueles artistas desconhecidos. “Dona Francisca, seu filho é gente boa e ela dizia É DOIDO e me dá muito trabalho. Batia a Foto e eu a mandava deixá-la em casa, certo de que ela se sentia PRODUTORA, igual a mim. ERA REBELDE. Foi na Juventude e na Maturidade também.

Outro momento de lembrança máxima, foi nossa ida, Minha e Dela, ao TAM, ver Elis Regina. Foi arrebatador. Sempre brigamos e nos amávamos com muita intensidade e ela queria que eu amadurecesse e eu nunca consegui. Nunca errou num amigo que não prestasse para ela e nunca gostou de nenhuma mulher depois de Julieta, até conhecer KHRYSTAL que no primeiro encontro afirmou: Cuide bem do meu filho. Amou os meus filhos como uma avó deve amar e os acolhia com muito carinho. Foi ao lançamento do CD de Khrystal e vibrava só para ela com a NORA talentosa que tinha ganhando os palcos e Tvs do Brasil, fechando meu Trio de Ouro da canção popular: MAMÃE, ELIS e KHRYSTAL. Tô triste,  mas a vida vai seguir.

Amei muito DONA CHICA, do meu jeito e agora o ZÉ ALEGRIA está TRISTE mas a vida continua. Beijo Amiga, vai ao encontro de DEUS.

PS: De público, Grato a minha IRMÃ TAMARA e ao Meu Cunhado Nelson pela SOBREVIDA que deram a MAMÃE. De longe, sofria com vocês.

Obs do blog: Zé Dias é produtor cultural em Natal, Rio Grande do Norte

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