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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O eleitorado de Natal está tentando, mas ainda não conseguiu entender o acordo que uniu o PT, o PSB e o PMDB no mesmo palanque para disputar a sucessão do prefeito Carlos Eduardo (PSB). Tudo porque se discute uma eleição pensando em outra que somente ocorrerá no ano de 2010, portanto, ainda distante e ausente de muitos fatos e mudanças que podem vir a ocorrer.
A situação poderia até ser menos discutida e analisada se não fosse a atitude de insatisfação do pré-candidato do PSB, deputado federeal Rogério Marinho, que foi descartado pela governadora Wilma de Faria (PSB) que preferiu apoiar a candidatura petista da deputada federal Fátima Bezerra, desconsiderando os 14% da preferência popular do parlamentar, e apoiando uma candidata cujo partido aparece nas pesquisas de intenção de voto com apenas 3%.
Carlos Eduardo, que é presidente do PSB em Natal, foi quem primeiro enfrentou a governadora – quando ela ainda aparentava apoiar Rogério Marinho – , anunciando que votaria em um nome indicado pelo PT. Nesse meio tempo, o senador Garibaldi Alves e o deputado federal Henrique Eduardo Alves, ambos do PMDB, foram categóricos: “A candidatura do vereador Hermano Morais (PMDB) é irreversível”.
De repente todos eles passaram a apoiar a candidatura de Fátima Bezerra. Por quê? Muitos perguntaram. Mas, nenhuma hipótee aventada se referia à eleição de 2008. A escolha foi na realidade baseada no futuro político dos “grandes” da política do estado e tem o aval e o interesse do próprio presidente da República, Luís Inácio. As análises continuaram. Quem seria beneficiado com essa escolha? Por que ela recaiu em Fátima Bezerra, que já perdeu três eleições para prefeita em Natal?
As análises foram praticamente unânimes com relação as eleições de 2010. Os benefiados serão Henrique Eduardo, que teria a garantia de ser escolhido pela base de Lula como candidato ao governo, Wilma e Garibaldi, que farão uma “dobradinha” para o Senado, e o presidente Lula que almeja ver um dos seus principais críticos, o senador José Agripino Maia (DEM) fora do Congresso Nacional. E para Carlos Eduardo, o que sobraria? Ora, embora ele esteja pensando em disputar o governo, provavelmente terá que se contentar com uma vaga na Câmara dos Deputados.
O grande problema de toda essa trama será a eleição de Fátima Bezerra porque as bases do PSB e do PMDB estão insatisfeitas, e o voto, como forma de protesto, poderá ser canalizado para a deputada Micarla de Souza (PV), que vem liderando com folga as pesquisas para prefeito de Natal, além da manutenção da candidatura de Rogério Marinho, posicionado em segundo lugar.
O que os eleitores não estão compreendendo é a atitude passiva da governadora com relação ao abandono do seu partido, porque ela construiu ao longo de sua vida pública a imagem de uma guerreira. Estupefatos os eleitores perguntam: O que poderia ter motivado esse posicionamento? Também buscam entender o desafio de Rogério Marinho que disse que iria buscar apoio para sua candidatura em todas as instâncias partidárias, porque ele era um dos mais fiéis seguidores de Wilma. Qual a real força que tem motivado Rogério a enfrentar a governadora?
Os “grandes” da política comentam apenas que o acordo é para unir a base de Lula no Rio Grande do Norte. Sobre o resto das hipóteses, ficam calados. Será que um dia saberemos as razões que fizeram Wilma desistir de ser guerreira?
Por Leonardo Sodré
*Léo Sodré é jornalista, escritor e colaborador do blog escrevendo artigos e crônicas sempre às sextas-feiras neste espaço
Guerreira ela está sendo agora,quando optou pelo nome da deputada Fátima Bezerra .Vilma não podia nunca apoiar um desonesto,envolvido em peculato só porque era do seu partido.