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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Geral

O fator humano

Por Herval Pereira, em O Globo

O seminário promovido pela Unesco para comemorar o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa teve uma intensa programação baseada nas novas mídias, mas, ao final de vários debates, inclusive o do qual fui mediador, ficou a sensação de que é impossível abrir-se mão da mídia tradicional como uma fonte fundamental para a divulgação de informações, assim como da capacidade de seus profissionais para apurar e checar notícias, dentro de padrões técnicos e éticos largamente testados pelos anos, o que dá credibilidade às notícias divulgadas.

O painel do qual participei tratava da integração das diversas mídias para fazer com que as empresas de mídia tradicional continuem sendo atores centrais na produção de informações nesse novo mundo tecnológico.

Por isso destaquei uma informação publicada recentemente pelo jornalista Tom Rosestiel, um dos teóricos mais importantes do jornalismo, no “Washington Post”, segundo a qual, entre os 20 blogs mais acessados dos Estados Unidos, nada menos que 18 fazem parte da mídia tradicional ou estão ligados a ela de alguma maneira.

Mas, como ressaltou Katherine Zaleski, produtora executiva para novos produtos digitais do mesmo “Washington Post”, que está comandando o processo de integração na nova redação do jornal, a capacidade de apuração proporcionada pelas novas mídias, colocando o relato de diversos novos atores à disposição do público, não permite mais que os jornais se portem como na guerra do Iraque, quando assumiram como verdadeiras as versões oficiais, e só anos depois refizeram seus relatos revelando que não havia armas de destruição em massa em poder do ditador Saddam Hussein e as manipulações que o governo Bush usou para justificar a invasão daquele país.

Análise da Notícia

O pensamento de Katherine Zaleski, produtora executiva para novos produtos digitais do Washington Post vai de encontro ao meu. Outro dia ao fazer palestra para alunos do curso de Jornalismo da UnP, fui indagado sobre o que achava da decadência dos jornais impresso. Disse que os impressos caminham para o seu fechamento. E por que? Porque as notícias que o leitor lê hoje nos jornais impressos já se tornaram velhas porque os portais e blogs já divulgaram anteriormente. E como disse Zaleski, a capacidade de apuração proporcionada pelas novas mídias, colocando o relato de diversos novos atores à disposição do público, não permite mais que os jornais se portem como na guerra do Iraque, quando assumiram como verdadeiras as versões oficiais, e só anos depois refizeram seus relatos revelando que não havia armas de destruição em massa em poder do ditador Saddam Hussein e as manipulações que o governo Bush usou para justificar a invasão daquele país.

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