E-book

Baú de um Repórter

O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.

Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

YouTube

O ministro Fábio Faria e suas fake news contra a governadora Fátima Bezerra

O ministro das Comunicações do governo Bolsonaro, filho do ex-governador Robinson Faria, que deixou os salários dos servidores públicos atrasados e ainda foi denunciado pelo MP por crime de peculato quando era presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte – esquema fraudulento que desviou pelo menos R$ 1.144.529,45 entre os meses fevereiro de 2006 e março de 2016 do Poder Legislativo – deveria se portar como um ministro de Estado e não como um produtor de fake news.

Não bastasse admitir recentemente que o governo produziu uma fake news sobre queimadas, que ele mesmo reforçou – clique no link aqui pra conferir, – agora o ministro das Comunicações, que só entende de fake news para se comunicar, produziu uma peça publicitária que tem o disparate de levar a sua assinatura, dizendo que a governadora Fátima Bezerra (PT) prometeu um hospital de campanha para pacientes da Covid-19 e não fez. Mentira! Fátima priorizou investir em UTIs nos hospitais da rede pública espalhados pelo interior do estado. Ao invés de 60 leitos num hospital de campanha, foram criados 600 leitos para atender toda a população demandada da pandemia no Rio Grande do Norte.

O ministro das fake news também não contou a verdade na sua peça publicitária, quando afirmou que não há transparência no que o governo diz. Desde o início da pandemia no estado o governo criou o Portal da Transparência Covid, que é acompanhado, inclusive, pelo Ministério Público, Promotoria da Saúde, onde o cidadão pode ter acesso a qualquer hora do dia ou da noite no endereço http://transparencia.rn.gov.br/covid. E para desmentir as fake news do ministro das Comunicações do governo Bolsonaro, é só ir em Transparência Covid-19 e clicar no link que fala na Aplicação da Dívida Pública. Certamente o ministro das Comunicações do governo Bolsonaro não se deu ao trabalho de consultar o Portal da Transparência Covid-19 do governo do Rio Grande do Norte. Ou agiu de má-fé mesmo.

Esquece o ministro das Comunicações do governo Bolsonaro, que as transferências constitucionais, diga-se de passagem, feitas pelo governo Bolsonaro para o combate a pandemia não foram só para o Rio Grande do Norte, mas sim para todos os estados conforme reza a Constituição Federal em momentos de crises agudas como esta crise sanitária que o Brasil e o mundo enfrentam.

Certamente o ministro das Comunicações não deve se comunicar com a área econômica do governo do seu patrão, porque se assim o fizesse saberia que quase oito meses após o primeiro caso de covid-19 registrado no Brasil, o Poder Executivo tinha gastado, até 20 de outubro, 77,7% dos recursos anunciados para o enfrentamento à pandemia. Dos R$ 587,46 bilhões autorizados, R$ 456,84 bilhões foram efetivamente pagos, segundo dados do relatório “Execução Orçamentária das Ações de Combate à Covid-19”. O maior volume de recursos foi destinado ao pagamento do auxílio emergencial de R$ 600: dos R$ 254,24 bilhões previstos, R$ 223,82 bilhões chegaram às mãos da população — o equivalente a 88%. Já o auxílio de R$ 300, que começou a ser pago em setembro e vai até este mês, teve execução mais baixa: dos R$ 67,6 bilhões anunciados, foram pagos R$ 17 ,53 bilhões (25,94%).

Outra: o governo Bolsonaro não gastou todo o dinheiro destinado para contratar médicos, reestruturar hospitais, comprar testes de Covid-19 para presídios e fomentar agricultura familiar para doação de alimentos, segundo o jornal Folha de S.Paulo. E isso não é fake news não ministro Fabio Faria.

O maior gasto durante esse período de pandemia foi com o auxílio emergencial, na soma de R$ 275,4 bilhões. Porém, em outras frentes, o governo não utilizou todo o dinheiro destinado para mitigar os efeitos da crise da saúde.

Em maio, uma MP destinou dinheiro para o Ministério da Saúde para a contratação de 5 mil profissionais por tempo determinado, que deveriam atuar em áreas mais impactadas pela pandemia. No entanto, o relatório mais recente da Câmara, com dados até o dia 20 de novembro, mostra que apenas 4,6% do dinheiro foi efetivamente gasto. A pasta foi autorizada a gastar R$ 338,2 milhões, mas o valor utilizado não chegou a R$ 16 milhões.

O Ministério da Saúde disse, em nota, que as contratações de profissionais foram feitas a partir de demandas de estados e municípios, sem especificar o número de contratações e a verba gasta.

Ainda segundo a reportagem, também foram destinados R$ 70 milhões, em abril, para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, para a reestruturação de prédios dos hospitais universitários para a abertura de novos leitos na pandemia, bem como para a compra de equipamentos médicos, mas até agora apenas R$ 17,1 milhões foram usados.

Portanto, ministro Fabio Faria, se informe melhor antes de sair por aí plantando fake news. Aliás o governo Bolsonaro faz escola com fake news. A governadora Fátima Bezerra não está esperando só que a União trabalhe. Ao contrário, tem feito sua parte. Quem está faltando trabalhar é o governo Bolsonaro que até agora não tem um plano para a aplicação da vacina em todo o país. Fica politizando a Covid-19 como se fosse uma bandeira de campanha visando 2022.

Bom ressaltar que as transferências de recursos federais para auxiliar financeiramente os estados durante a pandemia é uma obrigação constitucional e o governo Bolsonaro não está fazendo nenhum favor ao Rio Grande do Norte, afinal estamos num sistema federativo.

O que o ministro das Comunicações Fabio Faria está fazendo plantando fake news é crime, e se for verba pública pior ainda. Melhor o Sr ir trabalhar e tratar do leilão do 5G que já criou um ruído no governo após o vice-presidente, general Hamilton Mourão, afirmar que o banimento da Huawei vai encarecer os serviços para os consumidores no Brasil, uma vez que os equipamentos da empresa chinesa estão em 40% das redes de 3G e 4G no país.

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *