Editorial

O RN aposentou as oligarquias e ainda de quebra mandou pra casa o `verdugo´ da reforma trabalhista

O Rio Grande do Norte, que figurava entre o único estado do Nordeste que ainda não tinha aposentado as oligarquias, deu a resposta nestas eleições. Além de aposentar o senador Garibaldi Alves (MDB), que concorria a reeleição, e o senador José Agripino Maia (DEM), que concorria ao cargo de deputado federal, mandou o deputado federal Rogério Marinho (PSDB), candidato a reeleição e “verdugo” da reforma trabalhista – Marinho foi relator da proposta – vestir o pijama. De quebra o povo potiguar ainda acabou com os sonhos do tucano Geraldo Melo de voltar ao Senado.

Bom que se diga que independente do resultado do segundo turno, em que a senadora Fátima Bezerra (PT) vai disputar com o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), quem será o próximo governador do Rio Grande do Norte, o PT, pode-se dizer já é vitorioso nestas eleições. Elegeu dois deputados estaduais – Isolda Dantas e Francisco do PT – e dois federais, Natália Bonavides e Fernando Mineiro.

A bem da verdade, o PT tem reais chances de eleger Fátima Bezerra no segundo turno para o governo do estado e ainda contar com mais um senador, Jean Paul-Prates, suplente de Fátima. Somado a isso, Fátima, se elegendo governadora, pode contar ainda com Zenaide Maia (PHS) que acaba de se eleger senadora, e com o deputado estadual Souza, também do PHS, que se reelegeu. Ambos fazem parte da coligação do Lado Certo.

O governador Robinson Faria (PSD), candidato a reeleição teve um desempenho pífio e não passou de um terceiro lugar alcançando apenas 11,86% dos votos. Fátima Bezerra terminou em primeiro com 46,14% dos votos válidos e Carlos Eduardo Alves em segundo com 32,48%.

O que levou Carlos Eduardo Alves à disputa em segundo turno com Fátima Bezerra foram os votos de Breno Queiroga, do Solidariedade que obteve 6,57% dos votos válidos e Carlos Alberto (Psol), que alcançou 1,93% dos votos válidos. A somatória dos votos válidos de Carlos Eduardo Alves, Breno Queiroga e Carlos Alberto fizeram com que o pedetista fosse ao segundo turno do pleito.

E como será que ficará o palanque de Carlos Eduardo Alves no segundo turno, com os oligarcas que lhe apoiam agora de pijama? Carlos Eduardo Alves vai procurar o apoio de Robinson Faria, que tanto lhe criticou no primeiro turno? Na verdade, as criticas foram de lado a lado e com muita baixaria. Carlos Eduardo Alves vai apoiar Jair Bolsonaro,  já que Ciro Gomes, o candidato a presidente do seu partido ficou de fora do segundo turno?

A conferir!

Foto reproduzida da Internet

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