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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial, Política

Otimismo sem ufanismo

Natal foi uma das escolhidas entre as 17 cidades brasileiras que concorriam a uma das 12 vagas a sediar jogos da Copa do Mundo a se realizar em 2014 no Brasil. Uma vitória sem dúvida para ser comemorada mas sem ufanismo. Digo isso porque o cronograma de obras a ser cumprido exige muito empenho e esforços dos governos municipal e estadual, no caso da prefeitura de Natal e do governo do Rio Grande do Norte.

O primeiro passo foi dado com a criação do Comitê Gestor da Copa que atuará em diferentes frentes tais como: jurídico, meio ambiente, qualificação e capacitação, comunicação, mobilidade urbana, segurança, saúde, engenharia e arquitetura, esporte e ação social, turismo e economia.

Contudo, o cronograma de obras de infraestrutura só pode ser viabilizado com recursos que segundo o secretário estadual de Infraestrutura, Dâmocles Trinta, montam a ordem de R$ 2 bilhões.  Só o estádio está estimado em R$ 100 milhões de euros ou R$ 300 milhões.

É importante ressaltar que o governo do estado aposta numa PPP [Parceria Público Privada] com o consórcio responsável pelo desenvolvimento do projeto do Complexo Arena das Dunas, cuja empresa portuguesa Lusoarenas, especializada na gestão de espaços desportivos e de lazer vai construir e comercializar os espaços comerciais e hoteleiro. Será com essas receitas que estima-se poder chegar a aproximadamente aos 665 milhões de euros, algo em torno de R$ 2 bilhões.

Empreendimentos como o VLT [Veículo Leve sobre Trilhos] – esse uma parceria entre governo federal e prefeitura de Natal -, o aeroporto internacional de São Gonçalo do Amarante [governo federal e governo do estado], a ampliação das instalações do porto [governo federal, governo do estado e prefeitura de Natal], sem falar na melhoria do trânsito que requer investimentos do poder público municipal, não estão contabilizados nessa conta. Os 665 milhões de euros só são para a viabilização do Complexo Arena das Dunas, através de uma PPP.

Portanto, o tempo é o maior adversário dos poderes públicos nessa hora. Muitos dirão: A Copa só é em 2014, tem ainda cinco anos pela frente. Tudo bem! Mas ocorre que nem a prefeitura de Natal nem o governo do Rio Grande do Norte têm recursos para bancar os empreendimentos necessários como exige a Fifa. Na maioria dos casos depende de PPPs. O próprio aeroporto de São Gonçalo é um exemplo. Depende de uma PPP e até hoje não se tem notícia de que alguma parceria público privada foi firmada nesse sentido.

Diria que as obras para que Natal sedie jogos da Copa do Mundo são para ontem. Não se pode perder mais tempo. A briga agora é contra o relógio.

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