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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
As primeiras informações da visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (foto de Rafael Barbosa, da Tribuna do Norte), na manhã desta sexta-feira (22) ao maior hospital e pronto-socorro do Rio Grande do Norte, Walfredo Gurgel e Clóvis Sarinho, respectivamente, dão conta de que nada foi maquiado, ou seja, as macas com pacientes não foram retiradas dos corredores. Menos mal. Até porque, se é pra mostrar o caos que se encontra a saúde pública no estado, melhor assim. Do contrário, Padilha ia voltar pra casa achando que está tudo as mil maravilhas em terras potiguares no que diz respeito a saúde pública.
Quanto a imprensa não ter tido acesso, pelo menos no primeiro momento da visita, isso foi um erro. Os repórteres tinham que saber o que foi dito por funcionários e pacientes ao ministro. Escutar da boca do próprio ministro da Saúde o que ele ouviu é diferente de se presenciar. Em todo caso, acredito que o ministro Padilha deve retornar à Brasília com uma impressão real da saúde pública no Rio Grande do Norte, onde até um fio de aço para cirurgias, que custa R$ 10,00 a unidade, muitas vezes falta.
Bom que se diga, que o próprio líder do governo, deputado Getúlio Rêgo (DEM), ao falar ontem em nome da Assembleia Legislativa na solenidade de posse de três novos auxiliares do governo Rosalba, inclusive, o mais novo secretário de Saúde, Luiz Roberto Fonseca, fez questão de ressaltar a crise pela qual passa a saúde pública no Rio Grande do Norte. Rêgo disse em alto e bom som para todos presentes ouvirem, como a própria governadora Rosalba Ciarlini, que é médica, que é preciso dar autonomia aos hospitais, assim como as escolas da rede pública estadual têm. Segundo o líder do governo, para comprar um fio de aço, que custa R$ 10,00, tem que haver processo licitatório.
Getúlio Rêgo, que é médico também, e na sua experiência de 30 anos de vida pública, sugeriu ao novo secretário de Saúde que se reúna com representantes do Ministério Público, Tribunal de Justiça, Sindicato dos Médicos e Conselho Regional de Medicina para discutir uma proposta de projeto de lei que possa dar aos diretores de hospitais da rede pública autonomia, sem o que o drama na saúde continuará. Perfeito o parlamentar na sua análise. Que isso possa realmente acontecer, pois se não é a solução definitiva para o problema da saúde, que não é só no Rio Grande do Norte, como bem disse a governadora, é pelo menos um paliativo que pode ajudar a comprar um fio de aço sem a necessidade de uma licitação para que o governo desembolse R$ 10,00.
Em tempo: aos que criticaram alguns jornalistas, e me incluo nesse rol de colegas, pelo fato de ter noticiado que poderia haver uma maquiagem com a retirada das macas dos corredores para que o ministro da Saúde visitasse o Walfredo Gurgel e o Clóvis Sarinho, fica a sugestão: nada como antecipar uma coisa que poderia ocorrer, como de outras vezes. Caso a maquiagem tivesse sido feita de nada adiantaria essa visita do ministro da Saúde. Certamente a própria governadora ficaria constrangida, pois que, ao que tudo indicava o novo secretário de Saúde iria relatar o caos no setor ao ministro em café da manhã realizado na residência oficial.
Concordo com a colocação do dep. Getulio. Mas continuo achando que para resolver, parte do problema da Saude Publica, a carreira de Medico Publico deveria ter dedicação exclusiva,sem plantões, com carga horaria de 44 horas semanais. Com direitoa a apenas mais um emprego de professor, com jornada compativel com sua carga horaria e salarios equivalentes aos auditores fiscais.Seria um passo para acabar com o paradigma “o medico finge que trabalha e o Estado finge que paga. Em tempo, proibido contratação de cooperativas.
Perfeita a sua observação, amigo!