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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
A prisão do ex-presidente do Banco de BrasÃlia (BRB) Paulo Henrique Costa na quinta-feira (16), provocou uma mudança em sua estratégia jurÃdica, com a substituição da equipe de defesa para viabilizar um acordo de delação premiada.Â
A iniciativa ocorre em meio à s investigações da PolÃcia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) que apuram suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo imóveis de alto padrão no âmbito do inquérito que apura a fraude bilionária envolvendo a compra de carteiras fraudulentas do Banco Master.
De acordo com a coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, o advogado Cléber Lopes deixará a defesa de Costa, que passará a ser conduzida por Eugênio Aragão, em conjunto com o criminalista Davi Tangerino. Um dos fatores para a mudança seria o possÃvel conflito de interesses, já que Lopes também representa o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB), que pode ser citado em uma eventual delação.
A estratégia segue um movimento semelhante ao adotado pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que também alterou sua equipe jurÃdica após ser preso por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A expectativa é acelerar negociações com as autoridades antes que outros investigados firmem acordos.
Corrida por delação
Fontes ligadas à investigação indicam que há uma disputa entre os envolvidos para apresentar informações relevantes que garantam benefÃcios judiciais. Caso Vorcaro feche um acordo antes, a capacidade de Costa de oferecer dados inéditos pode ser reduzida, dificultando sua negociação.
Imóveis de luxo e suspeitas de propina
A PolÃcia Federal acusa Paulo Henrique Costa de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, envolvendo supostos pagamentos de propina por parte do Banco Master. As investigações identificaram seis imóveis de alto padrão, quatro em São Paulo e dois em BrasÃlia, avaliados em cerca de R$ 146 milhões. Segundo os investigadores, R$ 74,6 milhões teriam sido efetivamente pagos. O restante não foi quitado após a suposta descoberta de uma investigação sigilosa conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF).
Na decisão que determinou a prisão, o ministro André Mendonça afirmou que Costa “atuava como um verdadeiro mandatário” de Vorcaro dentro do BRB. O magistrado destacou ainda que o ex-dirigente “visitava ou validava os imóveis selecionados” e demonstrava preocupação com a ausência de documentação formal nas negociações. As tratativas, segundo a investigação, envolviam diretamente Vorcaro e o advogado Daniel Monteiro, também preso por determinação do STF.
DÃvida com o próprio BRB
Outro ponto relevante é a existência de uma dÃvida pessoal de Paulo Henrique Costa com o próprio BRB, instituição que presidia à época dos fatos. O passivo, estimado em R$ 1,9 milhão, inclui empréstimos consignados, crédito com desconto em folha e débitos em cartão de crédito e cheque especial. A cobrança, segundo a reportagem, está em andamento na Justiça.
Foto reproduzida da Internet
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