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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
A Polícia Federal (PF) rejeitou a proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por considerar que suas declarações não estavam acompanhadas de provas suficientes para conferir credibilidade às acusações. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também teria recusado a colaboração pelo mesmo motivo.
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (9) pela CNN Brasil, na coluna do jornalista Caio Junqueira, após integrantes da PF serem questionados sobre uma reportagem da revista Veja que atribui a Vorcaro uma suposta operação envolvendo interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para financiar um filme sobre o petista.
Segundo os investigadores ouvidos pela CNN, a proposta de colaboração do ex-banqueiro não apresentou elementos mínimos capazes de sustentar suas alegações. A avaliação da PF e da PGR, conforme o relato, foi de que não havia provas suficientes para dar prosseguimento ao acordo.
A posição dos órgãos de investigação ocorre em meio à divulgação de acusações envolvendo o presidente Lula e à disputa eleitoral entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Governo e PT suspeitam de articulação para favorecer Flávio Bolsonaro
Nos bastidores do governo federal e do Partido dos Trabalhadores, a interpretação é de que as denúncias atribuídas a Vorcaro poderiam fazer parte de uma articulação política destinada a prejudicar Lula e beneficiar eleitoralmente Flávio Bolsonaro.
De acordo com a CNN, integrantes do governo e do PT suspeitam da existência de um “acordão” para eleger Flávio Bolsonaro e soltar Vorcaro. Nessa hipótese, o ex-banqueiro apresentaria acusações contra o presidente da República para favorecer a candidatura do senador, que, caso eleito, contribuiria para uma composição política e institucional capaz de viabilizar sua saída da prisão.
Essa interpretação é uma suspeita política relatada pela CNN, não uma conclusão da investigação policial.
A avaliação nos círculos governistas é de que Vorcaro estaria procurando uma “bala de prata” contra Lula, ou seja, uma denúncia de grande repercussão que pudesse interferir decisivamente na disputa presidencial.
Ainda segundo essa leitura, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia criar condições políticas mais favoráveis para que o ex-banqueiro obtivesse sua liberdade.
A defesa de Vorcaro apresentou em setembro um pedido para que ele deixasse a prisão e passasse a aguardar o julgamento em regime domiciliar, conforme noticiado anteriormente pela CNN.
Relações entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro entram no centro da disputa
Outra avaliação presente no governo e no PT é de que as acusações contra Lula poderiam servir para deslocar a atenção das relações entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
O candidato do PL solicitou recursos ao ex-banqueiro para financiar o filme Dark Horse, produção sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Conforme as informações divulgadas, Flávio e Vorcaro negociaram um possível repasse de US$ 24 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 134 milhões, para o projeto cinematográfico.
As tratativas envolveram um áudio no qual Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao ex-banqueiro, além de mensagens de cobrança dos valores negociados. A existência dessas comunicações coloca a relação financeira entre os dois no centro das discussões sobre o caso.
As informações apresentadas, entretanto, não demonstram que o repasse tenha sido efetivamente realizado.
Acusações contra Lula não convenceram investigadores
A reportagem da revista Veja, que motivou o questionamento da CNN à Polícia Federal, apresentou alegações de que Vorcaro teria participado de tratativas com interlocutores de Lula para financiar um filme sobre o presidente.
A resposta atribuída aos integrantes da PF indica, porém, que os relatos do ex-banqueiro não foram considerados suficientemente fundamentados para justificar a aceitação de um acordo de colaboração premiada.
A avaliação também teria sido compartilhada pela PGR, responsável por atuar na persecução penal perante os tribunais superiores nos casos de sua competência.
A recusa da proposta de delação não constitui, por si só, uma conclusão definitiva sobre a veracidade de todas as alegações, mas indica que, na avaliação relatada pelos investigadores, o material apresentado não atingiu o patamar mínimo necessário para conferir credibilidade à colaboração.
Foto reproduzida da Internet
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