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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no g1
A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma proposta de delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, dono da Entre Investimentos e Participações.
Segundo investigadores, a empresa de Freixo Júnior teria sido usada como intermediária para repassar valores destinados à produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Além disso, Freixo Júnior teria entre suas atribuições a busca de moeda para viabilizar pagamentos em dinheiro vivo.
A Entre Investimentos faz parte do grupo Entrepay, que foi liquidado em março deste ano pelo Banco Central. Parte dos pagamentos determinados por Vorcaro foi feita por meio dessa empresa (relembre mais abaixo).
O acordo de delação foi assinado no mesmo dia da delação de João Carlos Mansur, dono da gestora Reag, que também firmou colaboração com a PGR no âmbito das investigações do caso Master.
➡️ As duas propostas foram enviadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, e ainda precisam ser homologadas. O magistrado não tem prazo para responder.
➡️O que é delação premiada? Em resumo, um meio de obtenção de provas em investigações criminais. Nesse recurso, o investigado se dispõe a cooperar com o processo e a investigação. Em troca, o Estado pode dar benefícios a ele.
➡️ Na proposta de colaboração, a defesa do investigado deve anexar provas e descrever adequadamente todos os fatos. O interessado deverá narrar todos os fatos ilícitos dos quais participou e que tenham relação direta com os fatos investigados.
Fundos investigados pela PF
Em maio, o g1 publicou que a Entre Investimentos recebeu R$ 159,2 milhões de fundos investigados pela Polícia Federal por participarem de fraude do Banco Master.
Ainda não há informações sobre quanto desse total foi efetivamente destinado ao financiamento do filme “Dark Horse” ou à empresa responsável pela produção. O acordo total previa o pagamento de R$ 124 milhões, dos quais R$ 61 milhões foram pagos pelo dono do Banco Master (veja o detalhamento mais abaixo).
Os dados estão nos relatórios de inteligência financeira (RIFs) feitos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre empresas ligadas ao Banco Master e que tiveram algum tipo de relação com a Entre Investimentos e Participações.
A liquidação do grupo Entrepay foi motivada pelo “comprometimento da situação econômico-financeira”, além de irregularidades no cumprimento das normas que regem o setor e prejuízos considerados capazes de expor credores a risco anormal.
➡️ A maior parte dos repasses à Entre, de R$ 139,2 milhões, foi feita pela Sefer Investimentos — que está entre os alvos da 2ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada em janeiro deste ano, por ter relações com Vorcaro.
➡️ Em segundo lugar, com R$ 20 milhões, aparece o fundo Gold Style, administrado pela Reag, também ligado ao banqueiro dono do Master e que movimentou quase R$ 1 bilhão de empresas apontadas pela Polícia Federal como parte do esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado financeiro.
Novos repasses ao filme
Nesta semana, a imprensa revelou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro fez um adicional de repasse de US$ 1,6 milhão para o filme Dark Horse em setembro de 2025, dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato a presidente, cobrar parcelas que estavam atrasadas.
Ele se soma a outros seis repasses — dois de US$ 2 milhões e quatro de US$ 1,6 milhão —, realizados até maio de 2025, que já haviam sido noticiados em maio deste ano pelo site The Intercept Brasil, totalizando R$ 61 milhões.
Os recursos destinados ao filme eram enviados ao Havengate Development Fund, fundo sediado no Texas que administrava o dinheiro e fazia os repasses à Go Up Entertainment, produtora responsável por “Dark Horse”.
O fundo tinha entre seus administradores Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
A informação está em um dos inquéritos da Polícia Federal (PF) sobre o caso. O novo pagamento foi identificado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Foto: Divulgação/Entrepay e Reprodução
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