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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Economia, Política

Planalto quer avanço em reuniões técnicas antes de definir agenda entre Lula e Trump

Está no Brasil 247

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha nesta semana o andamento das negociações técnicas com os Estados Unidos sobre as tarifas anunciadas contra produtos brasileiros antes de decidir se buscará uma nova reunião formal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula do G7. As informações foram publicadas pela jornalista Jussara Soares, da CNN Brasil.

A expectativa do Palácio do Planalto é que os próximos encontros entre representantes dos dois países ajudem a definir se há temas suficientes para justificar uma nova agenda bilateral entre os chefes de Estado. Entre as reuniões previstas está uma videoconferência envolvendo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

Segundo integrantes do governo, o resultado dessas conversas será determinante para avaliar a conveniência de um encontro oficial entre Lula e Trump durante o G7, que ocorrerá entre os dias 15 e 17 de junho, em Evian, na França. O Brasil participará do evento na condição de país convidado.

Auxiliares da Presidência consideram que uma nova reunião bilateral só teria utilidade caso as negociações avancem e produzam temas concretos a serem debatidos pelos dois presidentes. Sem evolução nas tratativas, o encontro poderia repetir discussões já abordadas na conversa realizada em 7 de maio, na Casa Branca.

Apesar disso, o governo brasileiro considera praticamente inevitável que Lula e Trump tenham algum contato nos bastidores da cúpula, ainda que não haja uma agenda formal entre os dois líderes.

Além das questões comerciais, Lula pretende utilizar sua participação no G7 para defender o fortalecimento das instituições multilaterais. Em reunião ministerial realizada na última quarta-feira (3), o presidente afirmou:

“Eu nem ia no G7, mas agora eu vou, porque é preciso alguém colocar ordem na casa e dar um fim no desmonte do multilateralismo, no desmonte da democracia e na desvalorização das instituições.”

Tarifas preocupam governo brasileiro

O Planalto trabalha atualmente com cenários distintos para as sobretaxas anunciadas pelos Estados Unidos após investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.

De acordo com a avaliação do governo, existe alguma margem para negociação da tarifa adicional de 25% aplicada exclusivamente aos produtos brasileiros. Já a taxa de 12,5%, que alcança simultaneamente 59 países e a União Europeia, é vista como muito mais difícil de ser revertida.

Embora reconheça que o cenário também seja complexo em relação à sobretaxa destinada ao Brasil, o governo acredita que o fato de a medida atingir apenas o país abre espaço para uma negociação bilateral mais direta com Washington.

Nos bastidores, a aposta é que as conversas entre os dois governos possam produzir um entendimento capaz de evitar ou ao menos adiar a entrada em vigor da tarifa de 25%, criando condições para uma solução definitiva no futuro.

PIX fica fora das negociações

Neste momento, o foco das tratativas brasileiras está concentrado na questão tarifária. Integrantes do governo admitem que algumas propostas poderão avançar durante as negociações, mas ressaltam que o sistema de pagamentos instantâneos PIX não será objeto de concessões.

A posição segue a linha já defendida publicamente por Lula, que considera o tema fora de discussão nas conversas com os Estados Unidos.

Outra questão acompanhada pelo governo é a decisão norte-americana de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo a avaliação do Planalto, não há perspectiva de revisão da medida neste momento.

A classificação entrou em vigor na sexta-feira (5) e foi anunciada após a visita do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, à Casa Branca.

Imagens reproduzidas da Internet

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