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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Artigo

Quem está por trás da nova Lava Jato….

por Renato Rovai, na Revista Fórum

Aturma da Lava Jato voltou. E, com ela, o PIG — o Partido da Imprensa Golpista, na clássica definição de Paulo Henrique Amorim — reaparece todo assanhado: “o Lulinha, o Lulinha”.

O problema é que as denúncias não param em pé. Como diz meu amigo Antonio Mello, são pastéis de vento.

Imaginem: um contrato que não foi assinado, que não foi enviado, que não passou pela mão de ninguém. Cadê o contrato? Quanto foi? Quanto teve de lucro? Quanto teve de corrupção? Absolutamente nada.

Mesmo assim, o caso está virando manchete em todos os cantos.

E o elenco é revelador. Já escalaram Vladimir Netto, o autor do livro sobre Sergio Moro, o “herói da Lava Jato”. Lá estava ele ontem no Jornal Nacional, da Globo, todo pimpão, feliz da vida, conseguindo de novo “combater o Lula e o PT”, como fez na época do livro.

Anotem: a mitificação dos “enxadristas” vem aí

Dá até para calcular o próximo passo. Vão começar a aparecer matérias e análises dizendo: “o André Mendonça é um enxadrista”, “o Kassio Nunes Marques é um enxadrista”.

Anotem, aguardem. Por quê? Porque é sempre assim. Não tem nada de novo.

Em todo processo eleitoral brasileiro, o desenho é o mesmo: de um lado o PIG, do outro os setores populares. E isso não começou com Lula e o PT.

Já era assim com Getúlio Vargas. Sempre foi assim na história do Brasil. Quando Jango sofreu o golpe de Estado, onde estavam a Globo, o Estadão, a Folha? Pedindo golpe. Pedindo intervenção militar.

E não é preciso voltar a 1964. O roteiro se repetiu no chamado “escândalo do mensalão”, em 2005, numa grande operação midiática para desgastar Lula, e também em 2016, no golpe contra Dilma Rousseff — sob aplausos das mesmas redações.

Essas pessoas não têm vergonha nenhuma na cara de voltar a fazer isso a cada tempo.

O cálculo eleitoral por trás da ofensiva

O objetivo agora é claro: forçar a barra para impedir, de qualquer maneira, que Lula ganhe no primeiro turno.

E aí vem o detalhe cínico do cálculo: no segundo turno, talvez uma parte deles venha até conversar com Lula. Porque eles também vão precisar de algum anteparo ao bolsonarismo — que não foi bom, por exemplo, para setores como a própria Rede Globo de Televisão.

Ou seja: atacam no primeiro turno para enfraquecer, e negociam no segundo para se proteger. O PIG voltou, e a tentativa de implantar uma nova Lava Jato voltou com tudo.

É isso aí, é Brasil.

*Renato Rovai é jornalista e editor do Blog do Rovai

Foto reproduzida da Internet

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