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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O índice de rejeição à candidatura da deputada federal Fátima Bezerra (PT) a prefeita de Natal, não é pelo acordo firmado entre a governadora do Rio Grande do Norte Wilma de Faria (PSB), o presidente do Senado Garibaldi Alves (PMDB-RN) e o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para lhe dar apoio, e sim pela discriminação à sua pessoa.
Por ser do PT, de origem humilde, professora concursada, militante do meio sindical, e sem laços consanqüineos com qualquer oligarquia política no Rio Grande do Norte, além do seu posicionamento em relação as minorias na defesa dos direitos dos homossexuais, Fátima Bezerra, sofre esse índice de rejeição. Na verdade, trata-se de um preconceito um tanto quanto hipócrita da sociedade conservadora.
Não estou aqui buscando justificar o índice de rejeição da candidata Fátima Bezerra, mas apenas constatando um fato que venho observando desde o lançamento da sua pré-candidatura à sucessão municipal. Estão usando como pano de fundo o argumento do acordo, mas isso não tem a menor relevância, tendo em vista que outros acordos já foram feitos na política potiguar, e não surtiram efeitos negativos como o que pressupõe-se no caso agora.
Wilma e Garibaldi já estiveram juntos outras vezes e nunca ninguém repudiou. Isso faz parte da política. O grande problema de Fátima, repito, é a discriminação. A sociedade é hipócrita. O falso moralismo impera nessa hora. Prova maior disso é que a elite brasileira engole Lula. Não aceita um presidente nordestino que saiu do seu estado natal – Pernambuco – fugindo da seca junto com a família para São Paulo, foi torneiro mecânico, líder sindical, e hoje ocupa o mais alto cargo da República.
Entendo o que deve ser discutido nessa campanha são as propostas que os candidatos têm que apresentar ao eleitorado. Não importa se ele é de origem humilde, rico, sindicalista, empresário, enfim, seja lá o que for, mas se está preparado para administrar a cidade e como pretende administrá-la enfrentando os problemas e solucionado-os. É isso que interessa ao cidadão-eleitor. O resto é pura hipocrisia e discriminação.
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